Brasil registra ao menos 30 mortes de profissionais de enfermagem por Covid-19 e mais de 4 mil afastados pela doença

O Brasil registra ao menos 30 mortes de profissionais de enfermagem causadas pela Covid-19, de acordo com balanço do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). Outros 4 mil profissionais estão afastados pela doença, sendo 552 com diagnóstico confirmado e mais de 3,5 mil em investigação.

Em 5 de abril, haviam 230 casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 entre esses profissionais. Dez dias depois, o número saltou quase 18 vezes.

Ao todo, já são mais de 4,8 mil denúncias por falta de EPIs (equipamentos de proteção individual) para trabalhar em hospitais brasileiros, de acordo com o Cofen.

“Os dados refletem o avanço da pandemia e têm nos preocupado muito. O maior problema hoje na enfermagem é a falta de equipamento de proteção individual. Há denúncias de reúso de máscara N95 e outras que são feitas em material duvidoso. Se a pandemia avança, e não temos EPI, a tendência é ter um maior número de profissionais contaminados e mais afastamentos”, afirma Gilney Guerra, conselheiro federal.

Segundo Guerra, os profissionais de enfermagem estão na linha de frente no atendimento aos pacientes com coronavírus – a cada dez leitos de UTI, são necessários um enfermeiro e cinco assistentes de enfermagem. São eles que monitoram os equipamentos de ventilação mecânica para ajudar os casos graves da doença e administram os medicamentos.

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