Duzentos quilos de maconha foram apreendidos no litoral gaúcho

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a BM (Brigada Militar) apreenderam, na tarde de terça-feira (20), cerca de 200 quilos de maconha que estavam sendo transportados em um Fiat Uno na BR-101, em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Agentes da PRF deram ordem de parada para o motorista do carro, que desobedeceu e empreendeu fuga. Após acompanhamento tático efetuado pela PRF e pela BM, o veículo foi abandonado às margens da rodovia, e o condutor fugiu para um mato.

As equipes realizaram buscas para localizar o fugitivo, mas não o encontraram. No veículo, foram achados 204 tabletes de maconha.

Cigarros

No dia 6 deste mês, agentes da PRF apreenderam dois caminhões carregados de cigarros contrabandeados escondidos em meio a uma carga de laranjas na BR-101, em Torres, no Litoral Norte gaúcho.

Durante fiscalização de combate à criminalidade na rodovia, os policiais abordaram um caminhão emplacado em Sarandi e outro em Novo Hamburgo, ambos conduzidos pelos proprietários. Após vistoria nas carrocerias carregadas de laranjas, foram localizadas centenas de caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai.

No total, foram encontradas 800 caixas nos dois caminhões, totalizando 400 mil maços de cigarros. Essa é a maior apreensão de cigarros contrabandeados realizada neste ano no Rio Grande do Sul. Os motoristas foram encaminhados à PF (Polícia Federal) em Porto Alegre.

Quarenta e oito por cento do total de cigarros consumidos no Brasil é oriundo do contrabando, principalmente do Paraguai, que tem o menor imposto do mundo para o produto, segundo o ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Esse crime financia outros mais graves, como o tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, sonegação, corrupção e trabalho escravo.

“Há um sentimento de impunidade, de baixo risco, o que incentiva o contrabando”, disse o presidente do ETCO, Edson Vismona. “O espaço das fronteiras está sendo ocupado pelo crime organizado. Não podemos aceitar isso. Precisamos formular políticas para combater o crime, para fortalecer o desenvolvimento, a integração”, afirmou Vismona. “Temos que ter uma visão mais de integração entre os países. A fronteira não pode ser um espaço abandonado. Temos que cuidar da nossa segurança”, prosseguiu.

“Temos que defender o mercado legal. O ETCO articula ações para isso. Estimula a ética concorrencial, a defesa da lei. Os países mais desenvolvidos têm índices elevados de respeito à lei, à ética. O grande desafio do século 21 é a defesa da legalidade”, concluiu o presidente do instituto, fundado em 2003.



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