Número de feminicídios no estado aumenta em comparação à 2019

Ficar em casa nesse momento é necessário para preservar a saúde e ajudar a conter o avanço do coronavírus. No entanto, esse aumento de convivência diária exige atenção para a segurança da mulher. Um relatório divulgado nesta quarta-feira (08) aponta que o estado não vem conseguindo reduzir o número de vítimas de feminicídio.


As denúncias podem ser feitas através do site da Polícia Civil ou pelo número de whatsapp do gabinete de inteligência, que fica disponível 24 horas por dia e recebe denúncias. Assim, mesmo que esteja sob ameaça a mulher pode pedir ajuda simplesmente digitando uma mensagem. No entanto, alguns serviços estão disponíveis apenas presencialmente.


“A mulher precisa vir a Delegacia de Polícia, não só especializada, em qualquer delegacia quando ela tem uma situação de violência doméstica familiar efetiva em que ela precisa da medida protetiva de urgência, ela deseja solicitar essa medida. Crimes de estupro, porque exigem a prolifexia, exigem perícias imediatas ou crimes de feminicidio tentado ou claro, os registros também dos consumados precisam ser feitor presencialmente”, explica a delegada Tatiana Bastos.


No documento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, o feminicídio chama atenção pelo aumento considerável: já são 26 mulheres mortas pelos companheiros em 2020. Isso representa uma alta de 73% se comparado aos 15 casos nos três primeiros meses do ano passado. Onze mulheres foram mortas no último mês, mesmo número de março de 2019. Porém, em fevereiro e janeiro deste ano, as ocorrências registraram aumento.


Já os números de violência doméstica foram na direção contrária ao que era previsto. O estado teve uma diminuição no número de casos. Em função do isolamento, quando há maior convivência dentro de casa, o indicativo era que este número se multiplicasse. “Embora a tendência em vários estados e até em outros países em função dessa pandemia do novo coronavírus tenha sido o aumento da violência doméstica e familiar por força do isolamento social que amplia a convivência familiar entre vítima e agressor. No nosso estado, até agora, pelo o que a gente tem monitorado de dados, isso não aconteceu”, finalizou a delegada.

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