Domingo, 08 de novembro de 2026

Por que Ayrton Senna é mais falado do que Piquet e Fittipaldi? Campeões da F1 tentam explicar

Não é só o “S do Senna” que menciona o ex-piloto da Fórmula 1 em Interlagos. Ao redor do autódromo José Carlos Pace, pinturas do artista Eduardo Kobra estampam paredes gigantes do local, um busto dele também está presente em um dos setores das arquibancadas, o mesmo acontece para quem sobe a Avenida Rebouças em direção à Avenida Paulista, no coração da capital, onde uma obra de Kobra com os olhos de Ayrton Senna toma conta de um prédio.

É fácil achar referências e homenagens a Ayrton Senna no autódromo de Interlagos, em São Paulo e no Brasil. Porém, outros brasileiros também campeões da Fórmula 1 – Nelson Piquet (três vezes) e Emerson Fittipaldi (duas vezes) –, não são tão falados.

Max Verstappen, genro de Piquet e tetracampeão mundial, e Fernando Alonso, bicampeão, deram sua opinião para tentar explicar esse fenômeno.

“Eu acho que respeitamos Brasil não só por Senna, mas por todos os grandes campeões. eu sempre soube que o Brasil era m celeiro de campeões. Na Espanha o Emerson é muito popular. Quando alguém vai a algum lugar muito rápido a gente falava ‘Aonde você pensa que vai, Fittipaldi?’. Nelson e Ayrton…Ayrton era mais o carisma, caráter, ele tinha algo diferente dos outros campeões. Ele conectava mais com as pessoas e isso você tem ou não tem.”, disse Alonso, durante entrevista coletiva.

“Os 3 têm personalidades diferentes, ganharam muito no esporte. Como disse Fernando, talvez conectasse melhor com as pessoas e algumas se importam com isso e outras não. Vou ser sincero, eu não me importo. Eu estou aqui para vencer. Olhando para minha carreira, eu quero vencer o maior número de corridas possíveis, não criar uma conexão com todo mundo. Isso é legal, é um bônus, mas meu trabalho é vencer. O triste é que ele morreu, o legado e afeto começa mais cedo. Ele com certeza foi um dos maiores pilotos de todos.”, explicou o holandês.

A lenda de Senna vai além das barreiras brasileiras e até geracionais do atual grid da Fórmula 1. Lewis Hamilton, 41, viu o brasileiro correr e sempre deixou claro que ele era seu herói de infância.

O mesmo acontece com Kimi Antonelli. O italiano, já campeão da temporada 2026, nasceu em 2006, 12 anos após a morte de Senna. Nas duas vezes que veio a Interlagos correr no Brasil, Antonelli foi até o cemitério onde está enterrado o ex-piloto da McLaren, Lotus e Williams.

Na última semana, Antonelli visitou a família de Senna e até anunciou que correrá com um capacete que remete às cores do eterno casco de seu ídolo. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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