Sogro é preso suspeito da morte de genro desaparecido e encontrado na Serra Gaúcha

Na tarde de quarta-feira (06), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, localizou o corpo de um homem de 33 anos que estava desaparecido desde o dia 4 deste mês, momento em que familiares procuraram a Polícia Civil.

Um dos suspeitos, de 48 anos, sogro da vítima, foi conduzido à delegacia de homicídios, onde prestou depoimento e foi recolhido ao sistema penitenciário por força de prisão temporária.

Segundo o delegado Rodrigo Kegler Duarte, o cadáver foi encontrado na localidade de Tunas Altas, interior de Vila Oliva. As primeiras informações dão conta de que teria ocorrido um desentendimento familiar, o que ocasionou a morte da vítima.

Tentativa de matar criança

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, prendeu um casal suspeito de tentativa de homicídio de um bebê de dois meses, filho deles, em Bagé. O crime ocorreu no dia 28 de janeiro deste ano. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher concluiu as investigações sobre o crime na quarta-feira.

O fato ocorreu no Bairro Getúlio Vargas e, conforme constou no registro da ocorrência policial, no final da tarde do dia 29, posterior ao crime, a mãe do menino foi até a delegacia comunicar que no dia anterior estava tomando banho e deixou ele com o pai, na sala da casa, dentro do carrinho de bebê.

Segundo as informações que passou aos policiais, quando saiu do banho o carrinho estava na rua, em frente à residência, e o pai não estava no local. A mãe levou o carrinho para dentro e quando foi pegar a criança no colo viu que ele estava tremendo e apertando as mãos, tendo uma convulsão.

Ela chamou o pai e foram atrás de familiares em busca de auxílio para ir até o hospital. Um cunhado levou-os até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde foi constatado que a criança estava em estado de coma, com traumatismos na cabeça e em grave risco, sendo necessária a remoção imediata para o pronto-socorro. Na bateria inicial de exames foi realizada uma tomografia, e o exame pericial constatou o traumatismo e herniação cerebral. A criança foi internada e passou a receber alimentação por sonda.

Os policiais passaram a realizar as diligências para identificar como o fato tinha verdadeiramente ocorrido. A versão apresentada pelo pai da criança é de que ele havia tentado tirar o carrinho para rua e, ao incliná-lo para passar por uma madeira que tinha na porta, a criança caiu pelo forro do carrinho e bateu com a cabeça.

Como o menino não chorou, ele deixou o bebê no carrinho e saiu de casa para conversar com um conhecido, deixando-o sozinho em frente a residência. O pai somente falou sobre o acidente quando toda a família estava no hospital e a equipe médica e os Conselheiros Tutelares perguntaram sobre o fato.

Conforme o delegado Cristiano Ritta, que está investigando o caso, após ouvir o casal, os depoimentos do pai e da mãe foram divergentes, e, em razão das diligências que precisavam ser feitas, fez-se necessário o pedido de prisão temporária dos dois. Isso porque os médicos relataram que a criança apresentava algumas lesões já consolidadas, indicando que poderia ter um histórico de maus-tratos contra o bebê e, como as principais testemunhas eram familiares, havia risco de influência nos depoimentos.

Quando foram presos, no dia 1º de janeiro, os suspeitos foram interrogados novamente. Naquele dia também foram ouvidas diversas testemunhas e familiares. As testemunhas relataram que o pai era usuário de drogas e constantemente bebia, tendo, inclusive, agredido e ameaçado a mãe e a criança alguns dias antes. No dia do crime o pai havia consumido maconha na casa.

Os policiais apreenderam o carrinho e uma porção de maconha na residência. Após a realização das diligências a Polícia Civil pediu que a mãe respondesse o processo em liberdade, para que pudesse dar amamentação para o bebê, que permanece internado em estado grave, mas estável.

A delegacia concluiu as investigações e indiciou o casal por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil, pois a criança estava chorando minutos antes da agressão e por impedimento a defesa da vítima. O crime também pode ter a pena aumentada em razão da idade da criança. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário.

 

 

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