Trinta e oito integrantes de uma facção criminosa que ameaçava policiais foram presos no Rio Grande do Sul

Agentes da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de São Leopoldo deflagraram, na manhã desta sexta-feira (07), a Operação Omertà com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atua no Vale dos Sinos e em outras regiões do Rio Grande do Sul. Durante a ação, 38 criminosos foram presos.

Foram apreendidos documentos, celulares, drogas, comprovantes de depósitos bancários, entre outros materiais. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Alvorada, Poço das Antas, Arroio do Meio, Tramandaí, Três Cachoeiras, Montenegro, Charqueadas, Caxias do Sul e Lajeado. Dezesseis mandados foram cumpridos em presídios gaúchos.

Quarenta e oito integrantes da quadrilha foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, coação no curso do processo e denunciação criminosa.

Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, a investigação iniciou em maio de 2018, após ameaças a policiais civis do Vale dos Sinos. Durante as diligências, os agentes chegaram ao principal autor de tais ameaças, um dos líderes de uma facção no Vale dos Sinos, que está preso na Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas). De dentro da prisão, ele exercia o comando em uma hierarquia bem estabelecida, conforme a Polícia Civil.

As investigações apontaram também um outro indivíduo, braço direito do líder nas funções de contabilidade da facção. Ele se tornou gerente após a morte de outro integrante, em São Leopoldo, no ano de 2017, a mando do líder, devido a divergências dentro da facção. “Através de anotações de contabilidade, foi possível chegar a outras pessoas, de diversas localidades, que recebiam valores expressivos e exerciam diversas funções dentro da organização criminosa, como laranjas, que emprestavam suas contas para lavagem de dinheiro advindo de práticas criminosas da facção”, disse o delegado.

Durante as investigações, foram sequestrados R$ 2,5 milhões em imóveis e R$ 1 milhão em veículos. Mais de 30 contas bancárias foram congeladas, além de valores monetários sob apuração e em sigilo. O bando ostentava dinheiro, armas e drogas nas redes sociais, de acordo com a polícia.

O nome da operação – Omertà – é um código de honra da máfia siciliana que dá importância ao silêncio, ao não cooperar com as autoridades e ao não interferir nas ações ilegais de outros bandidos.

Bando ostentava dinheiro nas redes sociais. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)


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