Quarta-feira, 22 de abril de 2026

1,8 bilhão de adultos no mundo estão em risco por falta de atividade física

Aproximadamente 1,8 bilhão de adultos, o equivalente a 31% da população adulta mundial, não atingiram os níveis recomendados de atividade física em 2022, aumentando o risco de doenças crônicas. Os dados, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram ainda um crescimento de 5 pontos percentuais no sedentarismo entre 2010 e 2022, com projeção de que a taxa de inatividade chegue a 35% até 2030, sinalizando um cenário preocupante para a saúde global (Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).

O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), que destaca a prática regular de exercícios e a alimentação equilibrada como pilares fundamentais na prevenção das doenças cardiovasculares, ainda líderes em mortalidade no Brasil e no mundo. Estudos indicam que até 80% dos eventos cardiovasculares poderiam ser evitados com hábitos saudáveis adotados de forma consistente.

Para o médico cardiologista Dr. Ricardo Stein, os números evidenciam a dimensão do desafio. “Hoje, os dados mais recentes mostram um quadro preocupante em relação ao sedentarismo. Quando olhamos por sexo, isso representa aproximadamente 29% dos homens e 32% das mulheres, com variações conforme as diferentes regiões do planeta. Só nas Américas, são cerca de 1,4 milhão de pessoas nessa condição. É um número expressivo, que evidencia o quanto ainda precisamos avançar na promoção de hábitos de vida mais ativos para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares”, destacou.

A inatividade física está diretamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e diversos tipos de câncer. Diante desse cenário, a OMS recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana, como forma de reduzir esses riscos e melhorar a qualidade de vida.

A tendência global também preocupa. A inatividade física cresceu de cerca de 26% em 2010 para 31% em 2022, indicando que o mundo está fora do ritmo necessário para atingir as metas de redução do sedentarismo. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador, com o país figurando entre os mais sedentários da América Latina e ocupando posições elevadas no ranking mundial, com impacto direto no número de mortes associadas a esse fator (Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).

A SOCERGS orienta que pequenas mudanças já fazem diferença, como incluir caminhadas na rotina, praticar exercícios de forma regular e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, priorizando uma alimentação mais natural. Essas atitudes contribuem não apenas para a prevenção, mas também para o controle de fatores de risco como hipertensão, obesidade e diabetes.

Em caso de suspeita de doença ou risco cardiovascular, procure um médico cardiologista. Outras informações podem ser obtidas no site da entidade www.socergs.org.br

Redação: Marcelo Matusiak

Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)

A SOCERGS é uma entidade dedicada à promoção da prevenção de doenças cardíacas, visando aprimorar a qualidade de vida dos gaúchos. Seu compromisso é conscientizar o público sobre a importância do cuidado com a saúde do coração.

Destaca-se por sua transparência e clareza em todas as suas atividades com participação ativa de seus sócios e líderes, que contribuem para seu contínuo aprimoramento e evolução ao longo das gestões.

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