Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

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A humanização dos negócios

O mundo está cada vez mais saturado.

Já somos mais de 7,8 bilhões de seres humanos habitando o planeta Terra. Diariamente somos bombardeados de informações e constantemente vemos surgir novos produtos, marcas e empresas.

Diante desse cenário de excessos, em que já existe muito de tudo, cabe aos empreendedores ressignificarem seus negócios. Afinal, o mundo não precisa de mais produtos e serviços, e sim de soluções.

Se engana quem ainda acha que negócios com responsabilidades sociais e ambientais não trazem bons resultados financeiros. Olhar além dos números e adotar melhores práticas de governança, inclusive, podem fazer com que a sua empresa seja mais lucrativa e melhore o seu valor de mercado a longo prazo.

Não é à toa que termos como ESG estejam sendo tão usados no mundo dos negócios e dos investimentos. A sigla ESG (Environmental, Social and Governance), em tradução livre “ambiental, social e governança”, é usada para medir o quanto uma empresa está comprometida em ter uma operação mais sustentável em termos ambientais, sociais e de governança.

Essa mudança de ótica no mundo dos negócios coloca em primeiro plano as pessoas e o planeta, inclusive, repaginando antigos sistemas econômicos como o capitalismo.

Chamado de Capitalismo Consciente, esse movimento global acredita que a nova economia deve gerar valor para todos. Empresas precisam ser construídas baseadas em propósitos, com líderes conscientes e responsáveis, impactando positivamente todos os pontos de contato da organização, sejam eles funcionários, fornecedores, clientes ou parceiros.

Diante desse novo cenário, o ponto de partida para a criação ou reestruturação de um negócio vem da resposta para estas três perguntas: “Qual problema eu resolvo?”, “Como eu gero menos impacto ambiental?” e “Qual o meu propósito?”.

Essas respostas servem como norteadoras em todas as tomadas de decisão, partindo de uma visão mais humana e tendo os resultados financeiros como consequência dessa nova mentalidade.

A meu ver essa é a chave para criar negócios prósperos mesmo em um mundo saturado, afinal, empreender nos dias de hoje não diz respeito apenas a produtos ou serviços, e sim sobre relevância e impacto positivo.

 

Marília Fantin Siqueira
Federasul – Divisão Jovem
Cofundadora da Brazô Alimentos Naturais
Publicitária, empreendedora e pós-graduada em Gestão Empreendedorismo e Marketing pela PUC-RS.

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