Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Acordo entre Mercosul e União Europeia pode elevar as exportações brasileiras em 13%, diz vice-presidente Geraldo Alckmin

O governo brasileiro espera ver um aumento de 13% nas exportações do País quando o acordo comercial entre o Mercosul e a UE (União Europeia) ​estiver totalmente em prática em 2038, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, às vésperas ​da entrada em vigor parcial do tratado.

“A degravação é gradual, mas você tem aí perto de 5 mil produtos que, a partir do dia 1º de maio, estarão zerados o imposto. Então, você vai ter aí um impacto importante”, disse Alckmin em entrevista.

Para o setor industrial brasileiro especificamente, o ganho nas exportações deve chegar a 26% com o acordo, acrescentou o vice-presidente.

A entrada em vigor em 1º de maio ainda é provisória, já que alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça europeu. Ainda assim, a retirada gradual de tarifas entre ⁠os países da UE e do Mercosul começa imediatamente e ​deve se completar em até 12 anos.

De acordo com o vice-presidente, que participou das negociações como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ​até deixar o cargo neste mês, setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de maquinário podem ter impactos imediatos.

Alckmin ⁠lembrou, no entanto, que também devem aumentar as importações brasileiras. Hoje, o comércio ⁠entre Brasil e UE – segundo maior parceiro comercial do País atrás da China – chega a US$ 100 bilhões, com um ​ligeiro ‌superávit europeu, de aproximadamente US$ 500 milhões.

Uma conta feita pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) aponta para um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial ⁠brasileira já no primeiro ano de vigência do acordo.

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