Terça-feira, 21 de maio de 2024

Advogada da vítima critica liberdade para Daniel Alves: “Justiça feita para os ricos”

A advogada Ester García, representante da vítima de estupro no caso envolvendo Daniel Alves, classificou como um “escândalo” a decisão da Justiça da Espanha em conceder, nesta quarta-feira (20), liberdade provisória ao ex-jogador brasileiro.

“Estou surpresa e indignada. Parece que a Justiça é feita para os ricos”, disse Ester García, em entrevista à rádio catalã RAC1. “Eles disseram que ele tem uma pequena capacidade financeira no momento, mas eu não tenho dúvidas de que ele conseguirá o milhão de euros”, completou a advogada.

Daniel Alves foi condenado em fevereiro deste ano a quatro anos e meio de prisão por agressão sexual.

O Tribunal de Barcelona autorizou a soltura do brasileiro sob pagamento de fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões na cotação atual). A defesa da vítima promete recorrer da decisão. Daniel Alves alega inocência e recorre da sentença. O atleta aguarda trâmites legais para sair da prisão.

O ex-jogador foi condenado em 22 de fevereiro a quatro anos e seis meses de prisão. A agressão sexual foi cometida em dezembro de 2022, em Barcelona, na Espanha. A decisão ocorreu, segundo o jornal espanhol El Mundo, por maioria da Corte do Tribunal de Barcelona em voto privado.

Os magistrados concordaram que o jogador pode sair da prisão se pagar a fiança. Caso a defesa pague a fiança solicitada, todos os passaportes de Daniel Alves, o brasileiro e o espanhol, serão retirados.

“O tribunal delibera, por maioria e com voto individual: ‘Acordar a prisão provisória de Daniel Alves, que pode ser evitada mediante o pagamento de uma fiança de 1.000.000 de euros e, se o pagamento for verificado, e acordada a sua libertação provisória, o retirada de ambos os passaportes, espanhol e brasileiro, a proibição de sair do território nacional, e a obrigação de comparecer semanalmente a este Tribunal Provincial, bem como quantas vezes for convocada pela Autoridade Judiciária”, disse a sentença.

Se sair da prisão, Daniel Alves também estará proibido de se aproximar da vítima e não deve ficar a menos de um quilômetro de distância da casa dela, do trabalho ou de qualquer outro lugar frequentado por ela. A comunicação por qualquer meio também está proibida.

Em audiência na terça-feira (19), a defesa do lateral-direito havia solicitado sua liberdade provisória e sugerido o pagamento de uma fiança de 50 mil euros (R$ 273 mil). O atleta, que participou de maneira remota, prometeu que “não fugiria [da Espanha]” durante o andamento do processo.

A defesa da vítima e a Promotoria alegam que existe o risco de fuga e pediram que Daniel Alves continuasse cumprindo a pena na prisão.

 

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