Domingo, 19 de abril de 2026

Alec Baldwin enfrentará julgamento civil sobre disparo em set de “Rust”

O ator Alec Baldwin enfrentará um julgamento civil no dia 12 de outubro para avaliar se houve negligência no disparo de uma arma durante as filmagens de Rust, em 2021.

A decisão foi tomada na sexta-feira, 17, pelo juiz Maurice Leiter, da Corte Superior de Los Angeles, ao rejeitar os argumentos da defesa de Baldwin e da produtora Rust Movie Productions de que não teriam responsabilidade legal pela segurança no set.

O caso criminal contra Baldwin, no qual ele respondia por homicídio culposo, foi arquivado em julho de 2024 após a Justiça entender que promotores omitiram provas. Apesar disso, o ator ainda responde a ações civis relacionadas ao episódio ocorrido em outubro de 2021, em Santa Fé, no Novo México, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins.

Uma das ações é movida por Serge Svetnoy, chefe de iluminação presente no set, que alega ter sofrido danos emocionais em decorrência de negligência. Ele não ficou ferido, mas afirma ter sentido o impacto do disparo e ouvido o som no momento do ocorrido.

De acordo com a Variety, na decisão, o juiz apontou que um júri pode considerar que Baldwin agiu de forma imprudente. “Um júri razoável poderia concluir que o Sr. Baldwin desconsiderou de forma imprudente a probabilidade de que apontar uma arma na direção de alguém, com o dedo no gatilho, causaria sofrimento emocional”, escreveu.

Por outro lado, a acusação de agressão foi descartada por falta de evidências de que o ator tinha intenção de ferir alguém.

Baldwin sustenta que não sabia que a arma estava carregada com munição real, o que representaria uma falha grave nos protocolos de segurança, e afirma que não apertou o gatilho.

Indenizações e prazo

O juiz autorizou que o processo avance com pedidos de indenização por danos punitivos, negligência e sofrimento emocional intencional. A tentativa da produtora de direcionar o caso para o sistema de compensação trabalhista foi rejeitada, sob o entendimento de que não havia comprovação de vínculo empregatício que justificasse essa alternativa.

Inicialmente previsto para maio, o julgamento foi adiado após pedido das partes, que buscam mais tempo para coleta de provas e um possível acordo. O juiz indicou que não pretende autorizar novos adiamentos, destacando a duração do caso, que se aproxima de cinco anos.

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