Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Alta dos combustíveis faz previsão para IPCA voltar a subir no boletim Focus

Após o aumento dos combustíveis pela Petrobras na última semana, a estimativa para a inflação oficial deste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo  (IPCA), voltou a subir, de 4,84% para 4,9%, mesma mediana de um mês atrás.

Para 2024, que tem maior peso nas decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) neste momento, houve manutenção da expectativa em 3,86%. Há um mês, a mediana era de 3,90%.

O Boletim Focus ainda apontou para a manutenção da expectativa para 2025, que atualmente tem peso minoritário nas decisões do Copom. A projeção permaneceu em 3,5%, repetindo a mediana de quatro semanas antes.

Enquanto isso em um horizonte mais longo, para o ano de 2026, a estimativa também continuou em 3,5%, mesma mediana de um mês antes.

Ainda assim, a projeção do Boletim Focus continua acima da meta. Para 2023, a mediana agora voltou a se distanciar do teto da meta (4,75%) e indica estouro do objetivo a ser perseguido pelo Banco Central (BC) pelo terceiro ano consecutivo, depois de 2021 e 2022. Nos outros anos, as expectativas estão dentro do intervalo, mas superam o alvo central de 3%.

Conforme o Focus, a avaliação para a taxa Selic no fim deste ano continuou a se orientar pela sinalização dada pelo Copom de que pretende repetir o passo de corte de juro em 0,5 ponto porcentual nas próximas reuniões do colegiado.

A mediana para a Selic no encerramento deste ano continuou em 11,75%. Para o encerramento de 2024, houve manutenção em 9%. Há um mês, as estimativas eram de 12% e 9,5%, respectivamente.

No início do mês, o Copom optou por iniciar o ciclo de afrouxamento monetário com uma queda de 0,5 ponto porcentual dos juros básicos.

Parte do mercado foi surpreendido com a medida, haja vista que se apostava majoritariamente em uma queda mais moderada, de 0,25 ponto.

Na ata, o Banco Central reforçou que pretende seguir nesse ritmo nas próximas reuniões e acrescentou que é pouco provável uma aceleração do passo.

Da mesma forma, na última passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a barra é alta tanto para acelerar quanto para baixar o ritmo de afrouxamento monetário.

Além disso, a ata afirmou que o comitê concluiu que há necessidade de manter a política monetária ainda contracionista pelo horizonte relevante “para que se consolide a convergência da inflação para a meta e a ancoragem das expectativas”.

Quatro semanas atrás, o Boletim Focus demonstrou que a projeção para a Selic no fim de 2025 continuou em 8,5%, de 9%. Já a projeção para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 8,5%, ante 8,63% de um mês antes.

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