Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de maio de 2026
Carlo Ancelotti esboçou o time que, se nada mudar, será a base para a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. O treinador promoveu, na sexta feira (29) um treino coletivo com a equipe que deve entrar em campo no amistoso contra o Panamá, amanhã, no Maracanã.
Os jogadores Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Matheus Cunha, Vini Jr. e Luiz Henrique trabalharam entre os titulares.
Da equipe projetada para enfrentar Marrocos no dia 13 de junho, em Nova Jersey, na abertura do Grupo C da Copa, só haverá mudança na dupla de zaga, com as entradas de Marquinhos e Gabriel Magalhães. Os dois, além de Gabriel Martinelli, ainda não se apresentaram porque disputaram nesse sábado (30), a final da Champions League por seus clubes, PSG (Marquinhos) e Arsenal (Magalhães e Martinelli).
Em março, no amistoso contra a França, Ancelotti escalou Martinelli como titular, em vez de Luiz Henrique. Não há surpresas, portanto, na ideia de Ancelotti para iniciar o Mundial. Luiz Henrique ou Martinelli devem ser os substitutos de Estêvão, que seria titular, mas acabou nem convocado por causa da grave lesão muscular sofrida atuando pelo Chelsea. No trabalho realizado na sexta, Matheus Cunha e Vini Jr. se revezaram como homens de referência no setor ofensivo.
Neymar, que tenta se recuperar de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, desceu ao gramado, de tênis, para acompanhar o trabalho dos companheiros. Ele passou boa parte da atividade ao lado de Carlo Ancelotti. Por enquanto, realiza tratamento fisioterápico e não há previsão de quando poderá voltar a trabalhar com bola e chuteiras no gramado. A estimativa de recuperação, segundo o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, é de duas a três semanas.
Sem o glamour dos badalados Raphinha e Vini Jr., Matheus Cunha, jogador que fez toda a carreira profissional longe do Brasil e hoje é um dos destaques do Manchester United, pode ser um dos mais versáteis do setor ofensivo da seleção brasileira.
Cunha não é um nove tradicional, nem jogará assim no time de Carlo Ancelotti. Quando a lista de convocados foi anunciada, chamava a atenção que o único meia clássico era Lucas Paquetá. Cunha pode exercer essa função nos EUA, algo que tem feito com naturalidade na Inglaterra.
“No meu ciclo na seleção, tive mais atuações entre linhas, em alguns momentos jogando como meia. Sem dúvida, é uma função que consigo exercer bem. Estou feliz com tudo o que vem acontecendo para disputar minha primeira Copa do Mundo”, disse ontem o atleta.
Projeta-se que o quarteto titular para o início da Copa seja Raphinha, Vini Jr., Matheus Cunha e Luiz Henrique.
Mesmo reserva, Neymar será o camisa 10 na Copa, caso sua lesão na panturrilha regrida e ele de fato dispute a competição. Para o amistoso contra o Panamá, a CBF já deve dar a numeração oficial aos jogadores, em lista que será enviada à Fifa até segunda-feira.
“O número da camisa é o menos importante. Quando você divide espaço com alguém que tem tantas convocações e tanta história, entende que isso está acima de qualquer número. “Vou vestir a camisa que estiver disponível”, disse Cunha.
O atacante afirmou que a lesão de Neymar chateou o elenco, mas que há confiança de que o santista se recupere para disputar sua quarta Copa.
“Não é só o Neymar, qualquer jogador lesionado deixa todo mundo triste. Ninguém quer passar por isso. Ao mesmo tempo, é uma situação que dá ao atleta a oportunidade de se recuperar e chegar bem, ele tem tempo. Queremos que todos estejam nas melhores condições possíveis para se preparar”, finalizou. (Com informações de O Estado de S. Paulo)