Domingo, 26 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de abril de 2026
Carlo Ancelotti não descobriu um lateral direito confiável, desde que assumiu a seleção brasileira, em maio de 2015.
Ele já havia decidido.
Repetiria o que deu certo no Real Madrid.
Militão seria o seu ‘lateral’ direito.
Ou seja, um zagueiro experiente, vivido e com ótimo senso de marcação, para tranquilizar o Brasil em inevitáveis contragolpes adversários.
Aos 28 anos, maduro, Militão sabia dessa incumbência na Copa.
Na CBF, o médico Rodrigo Lasmar sabia, melhor do que ninguém, da triste sucessão de contusões do zagueiro do Real Madrid.
Ele sempre foi um atleta que merecia um cuidado e observação dos exames médicos.
Ninguém confessará publicamente, nem sob tortura, mas havia o medo de nova contusão que o tirasse da Copa.
E ela veio.
Contra o Alavés, na terça-feira, aos 43 minutos do primeiro tempo, ele se aventurou no ataque.
Estava 1 a 0 para o Real Madrid, quando Bellingham cruzou e a bola chegou um pouco atrás para Militão, que estava na grande área adversária, ele fez um movimento brusco, de freio.
Para seu pé direito acertar a bola, que beijou o travessão, todo o peso do corpo ficou sob o pé esquerdo, forçou a coxa que havia rompido o músculo no ano passado e o tirado do futebol por quatro meses.
Ele terá de se submeter a uma cirurgia para ‘costurar’ seu bíceps femoral. A previsão otimista, de acordo com um médico importante de um clube da série A, é de, no mínimo, dois meses. Ou seja, se Militão for operado na próxima semana e der tudo certo, voltaria a treinar em julho.
O que é absolutamente inviável para a competição.
Militão está fora da Copa do Mundo.
O que aconteceu terça-feira era previsível.
A comissão técnica do Real Madrid queria ter o jogador na fase decisiva da Champions League.
O bíceps femoral já havia sido rompido em dezembro do ano passado.
O tratamento foi conservador.
E foram utilizadas plaquetas de sangue do próprio zagueiro para antecipar sua volta a tempo de jogar a Champions.
Assim foi feito.
Ele jogou 90 minutos na eliminação contra o Bayern de Munique, há dez dias.
E mesmo com o Barcelona com nove pontos na frente do Real, pela disputa do Campeonato Espanhol, faltando seis rodadas, Militão foi escalado.
E está fora da Copa.
Ibañez, ex-Fluminense, Roma e que atua no Al-Ahli, da Arábia Saudita, é visto por Ancelotti como o substituto de Militão.
Zagueiro que joga como ‘lateral’.
O prejuízo técnico é significativo.
Militão é um dos melhores zagueiros do mundo.
Tem experiência de Copa.
Absolutamente entrosado com os companheiros convocados.
A seleção vive estado de alerta.
Três titulares de Ancelotti estão fora da Copa.
Rodrygo e Estêvão dariam técnica, velocidade, explosão muscular para o Brasil, do italiano, que muitas vezes será uma equipe reativa, durante os jogos, como Real Madrid era.
Ou seja, optará pelo contragolpes.
O prejuízo deste final de temporada na Europa é imenso.
Até por conta da liderança de Militão.
A preocupação segue por conta destas últimas rodadas na Europa.
O desgaste desta temporada é maior.
Os grandes times tiveram de disputar o Mundial de Clubes da Fifa, em 2025.
A disputa física foi intensa na luta pelo torneio no brutal verão norte-americano.
Fora os tradicionais campeonatos e copas nacionais.
Mais a Champions League.
Este é o preço.
O Brasil chegará enfraquecido na Copa dos Estados Unidos… (Coluna de Cosme Rímoli, no portal de notícias R7)