Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Antenas da Oi repassadas para TIM, Vivo e Claro devem virar sucata

As ofertas de vendas das estações rádio-base (ERBs) que pertenciam à Oi e foram transferidas para TIM, Vivo e Claro têm uma grande chance de serem encerradas sem que haja compradores. Até aqui, não apareceram candidatos para arrematar esses equipamentos, que podem acabar virando sucata se o desinteresse perdurar.

As ERBs são conjuntos de antenas colocados em postes, viadutos, prédios e torres para ativar o sinal de telefonia e internet. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou para TIM, Vivo e Claro a venda de metade das ERBs recebidas da Oi com o intuito de evitar a concentração dos ativos nas mãos das três operadoras que adquiriram as redes móveis da concorrente.

Prazo para venda

O prazo para TIM e Vivo venderem os ativos foi de seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses. Os seis meses iniciais já venceram em janeiro, enquanto a extensão acabará na primeira semana de março. A Claro tem um prazo de 12 meses, que vai até julho. As operadoras chegaram a receber consultas e negociar as vendas fracionadas em lotes, mas as conversas ainda não prosperaram, conforme apurou a Coluna. Ainda dá tempo de algum potencial comprador sentar-se à mesa, mas essa expectativa é baixa.

O grande problema é que os ativos despertam pouca atratividade. Isso porque muitas ERBs servem apenas para o 2G e o 3G, que já ficaram obsoletos. Em segundo lugar, o comprador precisaria ter o direito de uso das frequências – o que é detido pelas próprias operadoras. Por fim, nem TIM, Vivo e Claro têm interesse em ficar com a totalidade das ERBs recebidas da Oi, porque muitas ficam em áreas onde o trio já tem cobertura.

Nas ofertas levadas a público, existem antenas aptas a operar as tecnologias 2G, 3G e 4G, nas faixas de 900 Mhz, 1.800 Mhz, 2.100 Mhz e 2.600 Mhz. Há equipamentos das fabricantes Nokia, Ericsson e Huawei. A TIM colocou à venda 3,6 mil antenas por um valor total de aproximadamente R$ 369 milhões, conforme descrito na oferta pública. No caso da Vivo, são 1,3 mil (cerca de R$ 50 milhões). Na Claro, foram 1,9 mil (cerca de R$ 110 milhões).

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