Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de junho de 2026

Em encontro com o governador Eduardo Leite, o presidente da Cotrijal (Não-Me-Toque), Nei César Manica — representando também a Cotripal (Panambi) e a Cotrisal (Sarandi) — recebeu a licença para instalação da usina de biodiesel Soli3 em Cruz Alta, com investimento de R$ 1,25 bilhão. Na mesma ocasião, foi concedida a licença prévia para o terminal da CMPC no Porto de Rio Grande, estimado em R$ 1,2 bilhão.
O Rio Grande do Sul vive um momento decisivo para sua economia e para a consolidação de políticas voltadas à sustentabilidade. Em cerimônia conduzida pelo governador Eduardo Leite, o presidente da Cotrijal (Não-Me-Toque), Nei César Manica, representando também a Cotripal (Panambi) e a Cotrisal (Sarandi), recebeu a licença ambiental de instalação da usina de biodiesel Soli3, em Cruz Alta, empreendimento cooperativo que prevê R$ 1,25 bilhão em investimentos. No mesmo ato, foi concedida a licença prévia para o terminal portuário da CMPC, em Rio Grande, com aporte estimado em R$ 1,2 bilhão.
A Soli3 nasce como símbolo da força do cooperativismo gaúcho e da transição energética nacional. O projeto prevê capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, gerando biodiesel e subprodutos como farelo, glicerina e casca peletizada. A estimativa é de mil empregos diretos durante a fase de construção e 650 postos permanentes após o início das operações. A planta ocupará uma área de mais de um milhão de metros quadrados e deve iniciar atividades em 2028, com faturamento anual projetado em R$ 2,2 bilhões.
O governador Eduardo Leite destacou que o investimento consolida o papel do Estado como protagonista na economia verde. “Estamos diante de um projeto que une inovação, sustentabilidade e geração de renda. É um exemplo de como o cooperativismo pode liderar a transição energética e fortalecer o desenvolvimento regional”, afirmou. O vice-governador Gabriel Souza reforçou que o RS oferece segurança jurídica e ambiente favorável para grandes empreendimentos.
Nei César Manica ressaltou que o projeto é fruto de anos de planejamento e cooperação entre as cooperativas. “A Soli3 nasce com o propósito de transformar a produção agrícola em energia limpa, gerando oportunidades e fortalecendo o interior do Estado. É um passo histórico para o cooperativismo gaúcho e para o futuro da matriz energética brasileira”, declarou.
A entrega da licença foi realizada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que destacaram o rigor técnico e o compromisso ambiental do projeto. A usina contará com sistemas modernos de controle de emissões e reaproveitamento de resíduos, alinhando-se às metas globais de descarbonização.
No mesmo encontro, o governo também formalizou a licença prévia para o terminal da CMPC no Porto de Rio Grande, empreendimento que ampliará a capacidade de movimentação de celulose, combustíveis e biocombustíveis. O terminal terá quatro berços de atracação e armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, além de gerar mais de 1,2 mil empregos na fase de implantação e cerca de 450 diretos e 2,1 mil indiretos na operação. O contrato de concessão prevê 25 anos de uso da área de 289 mil m² e inclui contrapartida de R$ 142,7 milhões para dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução, ampliando o calado de 9,45m para 12,5m e beneficiando todo o complexo portuário.
Segundo Eduardo Leite, a integração entre produção e logística é essencial para garantir competitividade e sustentabilidade. “Esses investimentos mostram que o Rio Grande do Sul está preparado para liderar o futuro da energia limpa e da exportação responsável”, destacou.
Com mais de R$ 2,45 bilhões em investimentos confirmados, o encontro entre governo, cooperativas e setor industrial simboliza a consolidação de uma visão estratégica de desenvolvimento baseada em inovação, sustentabilidade e cooperação. A Soli3 e o terminal da CMPC são exemplos concretos de como o investimento responsável e a parceria público-privada podem transformar o território gaúcho em referência nacional em energia renovável, logística e desenvolvimento sustentável.