Terça-feira, 25 de junho de 2024

Anvisa aprova registro do primeiro teste para detectar a varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (20) o primeiro produto para o diagnóstico da monkeypox no Brasil. O teste registrado pela Anvisa é um produto fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz chamado de “Kit Molecular Multiplex OPXV/MPXV/VZV/RP Bio-Manguinhos”.

Segundo a Fiocruz, o teste é indicado para o diagnóstico clínico diferencial de infecções com sintomatologias semelhantes à infecção pelo vírus da monkeypox, a varíola dos macacos.

Em agosto, a Anvisa tinha aprovado tanto o uso emergencial desse kit como de outro produto de diagnóstico fabricado pela Fiocruz. Ainda segundo a agência, a disponibilidade desse kit que teve o registro aprovado no Brasil depende da empresa detentora do registro.

A avaliação do pedido de registro pela Anvisa levou 39 dias, incluindo 17 dias utilizados pela empresa solicitante para atender exigências técnicas.

Vacina

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

A negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Nesta primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola.

De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. “Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse.

O ministro também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da covid apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. “No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

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