Sábado, 25 de junho de 2022

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Após nomear Ciro Nogueira e Flávia Arruda como assessores políticos, Bolsonaro reduziu encontros com parlamentares

O entra e sai de deputados no Palácio do Planalto, tradicionais em noites de votações relevantes no Congresso Nacional, foi inexistente na última quarta-feira (3), quando o texto da proposta de emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios — projeto mais importante do governo, que vai permitir o Auxílio Brasil de R$ 400 mensais em 2022 — foi votado. Naquele dia, Bolsonaro esteve com apenas um deputado, Cezinha de Madureira, ligado à bancada evangélica.

De defensor do fim do toma-lá-dá-cá a aliado orgulhoso do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro terceirizou sua articulação política. É o que indica um levantamento do jornal O Globo nas agendas do presidentes e dos principais ministérios do Palácio do Planalto responsáveis pela articulação política: se antes recebia quase um deputado ou senador por dia em seu gabinete, Bolsonaro agora demora, em média, três dias, para ter agendas com parlamentares.

Além do maior espaçamento entre agendas com congressistas, há menos parlamentares em contato com o presidente. Até outubro de 2019, Bolsonaro recebeu 359 congressistas, de acordo com sua agenda pública. O número vem caindo progressivamente: foi de 173 nos dez primeiros meses de 2020 e, neste ano, ficou em apenas 107.

Os dados são um retrato de um presidente que entregou, progressivamente, sua interlocução com o Congresso Nacional para o Centrão. Reforçada nos últimas dias, a postura de Bolsonaro demonstra que ele se distanciou de vez do dia-a-dia do governo. No dia 27 de outubro, por exemplo, quando a Câmara tentava votar a PEC dos Precatórios pela primeira vez, o presidente estava em Manaus (AM), onde participou de dois eventos evangélicos e concedeu três entrevistas.

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