Quinta-feira, 30 de julho de 2026

Arrecadação do governo federal chega a R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre; valor é o maior desde 1995

A arrecadação do governo federal atingiu R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (30). O resultado representa o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995, e reforça o bom desempenho das receitas tributárias ao longo do ano.

Na comparação com os seis primeiros meses de 2025, a arrecadação apresentou crescimento real, já descontada a inflação. O avanço foi impulsionado pela combinação de maior atividade econômica, expansão do mercado de trabalho, aumento da massa salarial e medidas adotadas pelo governo para ampliar a arrecadação.

Somente em junho, as receitas federais somaram R$ 239,9 bilhões, também configurando o melhor resultado da série histórica para o mês. O desempenho ficou acima das expectativas do mercado e manteve a trajetória de crescimento observada desde o início do ano.

De acordo com a Receita Federal, um dos principais fatores para o resultado foi o aumento da arrecadação de tributos incidentes sobre empresas, impulsionado pela melhora dos lucros em diversos setores da economia. Também contribuíram o crescimento da arrecadação previdenciária, favorecida pelo mercado de trabalho aquecido, e a expansão da receita obtida com impostos sobre operações financeiras e importações.

A arrecadação ainda foi beneficiada por mudanças tributárias implementadas pelo governo nos últimos anos, incluindo medidas voltadas à tributação de fundos exclusivos, investimentos no exterior e plataformas internacionais de comércio eletrônico. Além disso, a valorização do petróleo e o aumento da produção contribuíram para elevar a receita proveniente da exploração de recursos naturais.

Os números divulgados pela Receita refletem um cenário de atividade econômica mais resiliente do que o inicialmente projetado. O consumo das famílias, o avanço da renda e a manutenção do nível de emprego sustentaram a base de arrecadação durante o primeiro semestre, mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.

O desempenho das receitas ocorre em um momento em que o governo busca melhorar o resultado das contas públicas e cumprir as metas estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal. Apesar da arrecadação recorde, o crescimento das despesas continua pressionando o equilíbrio fiscal, especialmente por causa dos gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários, precatórios e programas sociais.

A equipe econômica avalia que a continuidade do crescimento da arrecadação será determinante para reduzir o déficit primário ao longo do ano. Ao mesmo tempo, integrantes do governo defendem que o aumento das receitas deve ocorrer principalmente por meio da expansão da atividade econômica e do combate à sonegação, sem depender exclusivamente da criação de novos tributos.

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