Quinta-feira, 30 de julho de 2026

Mais um mês para renegociar dívidas: Desenrola foi prorrogado até 31 de agosto; desconto em débitos bancários chega a 90%

O prazo para aderir ao Desenrola 2.0 foi prorrogado para 31 de agosto, fim do prazo da medida provisória (MP) que criou o programa. A nova data de duração do programa do governo federal para renegociação de dívidas bancárias de pessoas físicas foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O Desenrola 2.0, lançado em maio, estava originalmente previsto para acabar neste domingo (2). A prorrogação ocorre também a pedido dos bancos, que avaliam ter ainda mais demanda para a medida.

Durigan ainda afirmou que decisão não demandará de novos aportes no Fundo de Garantia de Operações (FGO), que cobre eventuais calotes, e não contará com novas restrições ou alterações.

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tendo de acessar os programas de moto, carro, para trocar a sua moto, o seu carro, possam resolver eventuais pendências previamente, que é usar o desenrolar, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto e também poderem fazer jus a essas obrigações”, afirmou.

Meta 

Segundo o ministro, com mais esse mês do programa, o governo deve atingir 10 milhões de famílias beneficiadas.

Até o último dia 23, foram renegociados R$ 22 bilhões em dívidas, em um total de 3,6 milhões de operações. Após os descontos, o volume dessas dívidas caiu para cerca de R$ 4 bilhões.

Esses números são na vertente do programa para dívidas de pessoas físicas no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 2 anos. Os participantes podem obter descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento.

O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas, mas a opção está sendo pouco utilizada. Até o momento foram feitas 110 mil operações, com valor utilizado de apenas R$ 62,2 milhões.

Redução

O Desenrola foi recriado em um contexto de alta do endividamento e elevado comprometimento de renda das famílias, que, na visão do governo, estava gerando outros riscos para a economia no médio e longo prazos – e vinha impactando negativamente a popularidade presidencial.

A lógica do programa é que os bancos renegociem os débitos e abram uma nova dívida, menor para as famílias, com garantia do Fundo Garantidor de Operações, o que reduz o risco de inadimplência para as instituições ao mesmo tempo que a médio prazo recupera a capacidade de consumo das famílias.

Posteriormente, o governo criou uma versão do Desenrola para pessoas em dia com suas dívidas. Rejeitado pelos bancos privados, o programa ainda não decolou. Mesmo os bancos públicos não estariam tão agressivos nesse segmento quanto o governo gostaria.

Já na versão para as empresas, o programa já renegociou R$ 25 bilhões em dívidas, em um total de 200 mil operações. A grande maioria foi via Pronampe, com R$ 23,4 bilhões. (Com informações do portal Extra)

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