Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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As vendas de veículos novos no Brasil caíram mais de 23% no mês passado, pior novembro para o setor nos últimos 16 anos

Afetada pela falta de semicondutores, a queda na produção foi responsável pelo pior novembro para as vendas de veículos no Brasil em 16 anos. O mercado de automóveis novos no país recuou 23,1% em relação ao mesmo período de 2020, segundo balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave).

Um dos segmentos industriais mais prejudicados pela pandemia da covid, o setor automobilístico enfrenta sucessivos percalços para se recuperar.

Foram licenciados 172,9 mil carros, utilitários leves, caminhões e ônibus no último mês. As vendas foram prejudicadas pela falta de modelos nas concessionárias.

Já no acumulado do ano, houve crescimento, em comparação com um fraco 2020, quando as indústrias e concessionárias permaneceram fechadas. De janeiro a novembro, foram emplacados 1,91 milhão de veículos, uma alta de 5,42% frente ao mesmo intervalo do último ano.

Em nota, o presidente da Fenabrave comentou os números: “Dados os desafios enfrentados nos últimos meses, como a crise de abastecimento global e alta de juros no país, penso que é um ótimo desempenho, ainda que sobre uma base comparativa mais baixa”.

Retração

O setor automobilístico foi duramente impactado pela pandemia, com o fechamento de plantas no mundo inteiro. No Brasil, a pausa na produção de veículos novos fez com que o mercado ficasse 28,6% abaixo do volume de vendas em comparação com 2019. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A produção parou e, consequentemente, a receita também. No entanto, a demanda cresceu, fruto de uma tendência invertida pela crise, com a percepção de risco sanitário.

Frente ao descompasso entre oferta e demanda, os consumidores observaram uma alta nos preços dos carros e a falta dos automóveis zero km. A desorganização da cadeia produtiva é responsável por filas de até 300 dias para comprar um veículo saído da fábrica, segundo estimativa da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (Abla).

Retomada

A recuperação do setor depende, em grande parte, do arrefecimento da crise de semicondutores, essenciais para a produção dos automóveis, que se instalou ainda em 2020. Com a crise sanitária, a cadeia de suprimentos dos chips também foi interrompida e privilegiou o setor de tecnologia, seu maior comprador.

O cenário macroeconômico brasileiro também é um agravante. Renda baixa, desemprego elevado, risco fiscal, incertezas frente ao ano eleitoral e alta da taxa básica de juros, a 7,75% ao ano, dificultam a retomada do mercado automotivo e as vendas de veículos.

 

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