Quinta-feira, 25 de abril de 2024

Atualização semanal amplia para 1.263 os casos de dengue em Porto Alegre desde janeiro

Desde o início do ano, Porto Alegre acumula ao menos 1.263 casos confirmados de dengue, a maioria (1.099) contraídos na própria cidade (autóctones). A estatística – incluindo uma morte, ocorrida em março – consta em boletim semanal atualizado nessa terça-feira (2) pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já com defasagem – os dados abrangem o período de 1º de janeiro a 30 de março.

O avanço da doença na capital gaúcha (e na maioria das cidades do País) pode ser percebido com nitidez ao se comparar a situação atual com os números do primeiro trimestre do ano passado. Naquele período, os testes positivos chegavam a 611 – houve, portanto, uma alta de quase 107%.

A faixa etária de 21 a 30 anos se mantém como de maior incidência, com 18,2% das confirmações. Já a segmentação por gênero aponta para uma ligeira maioria de pacientes do sexo feminino (54,5%).

No que se refere aos principais sintomas, o mais frequente é a febre alta (39º a 40º), relatado em 90,4% dos casos. Em seguida aparecem as dores no corpo, a dor de cabeça e as náuseas. Também são sintomas diarreia, manchas avermelhadas na pela (com ou sem coceira), dor atrás dos olhos e mal-estar generalizado.

As autoridades de saúde reforçam a importância de se procurar atendimento nos serviços de saúde assim que surgem os primeiros sinais. Com isso, evita-se o agravamento da doença e até mesmo a evolução para óbito.

Medidas preventivas contra a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, também são fundamentais. É o caso da  eliminação de focos de água parada, a fim de cortar o ciclo de vida do inseto já na fase de larva. Também se recomenda o uso de repelente, telas nas janelas e sobre a cama, para maior proteção individual contra o inseto.

Há casos espalhados por toda cidade, mas com maior incidência nos bairros São João, Higienópolis (ambos na Zona Norte) e Pedra Redonda (Zona Sul). O índice de infestação pelo mosquito-vetor também é alto ou muito alto em 44 dos 46 bairros monitorados pela SMS por meio de armadilhas de captura.

Aplicação de inseticida

Uma das estratégias da prefeitura para amenizar esse quadro geral é a aplicação de inseticida em áreas da cidade onde há índices mais preocupantes no que se refere à infestação do mosquito e à ocorrência de casos da doença. A próxima escala no roteiro são os bairros Tristeza e Assunção (Zona Sul), que recebe o procedimento nesta quarta-feira (3).

A partir das 9h, uma equipe realizará o serviço nas ruas Copacabana, Chavantes, General Rondon e João Bergmann. O produto químico utilizado na pulverização ataca o inseto adulto, mas não elimina ovos e larvas: daí a importância de a população fazer a sua parte, eliminando focos de água parada, que funcionam como criadouros.

(Marcello Campos)

 

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