Sexta-feira, 01 de julho de 2022

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Bolsa de Valores brasileira já perdeu quase 18% neste ano

Nas últimas semanas, enquanto as Bolsas americanas renovaram seus recordes de fechamento, a brasileira não conseguiu deslanchar. Até na comparação com outros mercados emergentes o Brasil fica para trás.

As incertezas fiscais e políticas, a alta de juros e a revisão para baixo das perspectivas econômicas prejudicam o desempenho do Ibovespa e fazem o principal índice da B3 comer poeira em relação a seus pares.

No ano, o Ibovespa acumula queda de 11,33%. Quando se considera o índice em dólar, o tombo chega a 17,75%.

A desvalorização do índice em dólares reflete, além do recuo dos ativos locais, a depreciação do real frente à moeda americana. Nesta terça, o dólar comercial fechou com alta de 0,80%, a R$ 5,4968

Enquanto isso, as Bolsas americanas e europeias continuam a aproveitar o cenário de maior liquidez no mercado, ainda que persistam preocupações com uma inflação mais alta a nível global. Alguns índices acumulam valorização acima de 20%.

Contaminação eleitoral

Segundo a gestora de renda variável da Macro Capital, Priscila Araújo, o desempenho ruim do Ibovespa, principalmente no segundo semestre, deve-se à depreciação no preço de algumas commodities, com as perspectivas de desaceleração da economia chinesa, e a preocupações internas com o cenário fiscal.

Ela ainda destaca o aumento da taxa básica de juros, a Selic, pelo Banco Central (BC) a fim de conter a inflação.

Com juros mais altos, fica mais caro para as empresas conseguirem se financiar, e as que têm dívidas muito altas veem seus débitos crescerem.

E isso impacta diretamente no valor da ação, que é calculado quando se traz a perspectiva de lucros futuros de uma empresa para o valor presente. Quanto mais juros, portanto, menores os lucros e maior a taxa de desconto.

“Voltando a ter uma taxa de juros muito alta, temos uma competição muito grande com os ativos de renda fixa”, ressalta Priscila.

Desde o início de agosto, o foco está no cenário fiscal, devido ao impasse dos precatórios e, mais recentemente, às mudanças no teto de gastos para garantir o pagamento do Auxílio Brasil, que vai substituir o Bolsa Família e é a aposta do governo para as eleições de 2022.

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