Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Bolsa sobe e real se fortalece com cenário local e escapam do mau-humor em Nova York

A dois dias do fim de semana de Natal, o Ibovespa mantinha até o início da tarde dessa quinta-feira (22), uma sessão de relativa quietude, oscilando em torno da estabilidade mesmo quando as perdas em Nova York superavam a barreira dos 3% (Nasdaq). Pouco depois das 14h, o mercado local respondeu com tranquilidade ao anúncio, pelo próximo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dos futuros secretários do Tesouro (Rogério Ceron), de Política Econômica (Guilherme Mello) e da Receita Federal (Robinson Barreirinhas), recebidos de forma neutra, sem alterar o curso da Bolsa na sessão.

Com grande expectativa por quem seria o titular do Tesouro sob Haddad, Ceron é auditor fiscal de carreira, já presidiu o SP Parcerias, órgão vinculado à Prefeitura de São Paulo, e ocupou, na gestão Haddad na cidade de São Paulo, a secretaria de Finanças do município, que tem o quarto maior orçamento da República. “Transformou capital endividada em credor líquido”, disse o futuro ministro na apresentação dos escolhidos, acrescentando ter sido o único caso no País.

No meio da tarde, contudo, com Dow Jones e S&P 500 nas mínimas da sessão em NY, com perdas então superiores a 2% acompanhando o dia de forte ajuste também no Nasdaq (‘moderado’ a 2,18% no fechamento), o Ibovespa virou e se firmou em baixa após três dias de ganhos, mas encontrou fôlego para fechar a sessão pouco acima da estabilidade, aos 107.551,52 pontos, em leve alta de 0,11%, no maior nível de encerramento desde 7 de dezembro, então na casa dos 109 mil pontos.

O cenário externo ainda é marcado pela desaceleração da atividade nas maiores economias em meio ao processo de elevação de juros na maioria delas. a aversão ao risco se desenhou desde cedo, depois que o PIB dos EUA acima do previsto e a revisão em alta da inflação trouxe a percepção de que o Fed será obrigado a manter a política monetária restritiva por mais tempo. Com isso, o Dow Jones cedeu 1,05%, o S&P 500, 1,45%, e o Nasdaq, o pior de todos, 2,18%.

E, na China, pela resiliência da covid, com acentuação do número de casos e de internações pela doença, o que coloca em xeque a revogação das políticas de controle até há pouco ainda em vigor no país de maior população no mundo. Dessa forma, a China segue como um dos maiores pontos de interrogação para a economia global em 2023.

O mercado de câmbio, no entanto, deu de ombros para esse quadro externo e continuou a toada de baixa, diante da melhora de percepção de risco fiscal com a PEC de Transição e o Orçamento de 2023 resolvidos. Como resultado, o dólar engatou a terceira sessão de queda diante do real, com desvalorização de 0,33%, a R$ 5,1858.

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