Sábado, 13 de julho de 2024

Anielle Franco, irmã de Marielle, será ministra da Igualdade Racial

Anielle Franco será ministra da Igualdade Racial no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Jornalista, escritora, educadora e ativista dos direitos das mulheres e dos negros, Anielle é irmã de Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março de 2018.

Ela organizou seu primeiro livro, “Cartas para Marielle”, uma reunião de textos de parentes sobre a experiência de luto por Marielle Franco, sua irmã e referência, e colaborou na autobiografia de Angela Davis.

Trabalha como professora, palestrante, escritora e é a atual diretora do Instituto Marielle Franco — que promove uma série de atividades culturais e educacionais para crianças como cineclubes, rodas de conversa, oficinas com contação de histórias e lançamentos de livros — e da Escola Marielles.

Anielle nasceu na Maré, conjunto de comunidades na Zona Norte do Rio de Janeiro. É bacharel em Jornalismo e em Inglês pela Universidade Central da Carolina do Norte, bacharel-licenciada em Inglês/Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestra em Jornalismo e em Inglês pela Universidade da Flórida A&M e doutoranda em linguística aplicada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A futura ministra integrou a equipe do governo de transição do presidente eleito e atuou no grupo que tratou de políticas para as mulheres.

“Importante ressaltar que não adentro a equipe de transição sozinha, chego com o legado de Marielle e com a trajetória das mulheres negras. Isso mostra que somos muito maiores que qualquer discurso de ódio, desinformação e violências”, disse Anielle sobre a sua nomeação na equipe de transição.

Na ocasião, ela ressaltou a importância da participação de mulheres e pessoas negras nos espaços de poder. “Também é importante que nós, mulheres e pessoas negras, estejamos em todos os espaços de decisão de forma transversal. Somos qualificadas para estar em todos ministérios e secretarias. Vamos construir o Brasil do futuro, da esperança, para todas, todes e todos”, afirmou.

Após o anúncio como futura ministra, ela fez um post em um perfil nas redes sociais dizendo que vai encarar o desafio em nome da memória da irmã Marielle e das mais de 115 milhões de pessoas negras no Brasil. E prometeu:

“Não será um ministério isolado. Vamos trabalhar com todos os ministérios para recuperar o retrocesso que foi feito nos últimos anos e para avançar de uma forma urgente, necessária e inédita na garantia de direitos e dignidades para o nosso povo e construir o Brasil do futuro.”

Ela concluiu a publicação afirmando que tem como objetivo conectar e potencializar “mulheres negras, pessoas LGBTQIAP+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas.”

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