Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Bolsonaro diz a aliados que não se vacinou e que cogita processar o ministro da Controladoria-Geral da União

O ex-presidente Jair Bolsonaro disse a aliados que não tomou vacina contra a covid e que cogita processar o ministro da Controladoria Geral da União, Vinicius Carvalho.

Em recente entrevista, Carvalho afirmou que existe um registro na carteira de vacinação de Bolsonaro de uma dose do imunizante da Janssen, mas que está sendo averiguado se houve algum tipo de adulteração.

“Esse registro existe. Pelo menos pelo que a gente sabe das informações. Se isso está em um ofício da CGU, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se esse registro está em um ofício da CGU, eu não tenho como negar”, afirmou.

Em tom bastante exaltado, Bolsonaro teria dito a pessoas próximas após a veiculação da entrevista que está disposto a fazer qualquer exame que comprove que não tomou a vacina.

Para o ex-presidente, trata-se de uma estratégia do governo do presidente Lula para condená-lo por genocídio, alegando que teria se vacinado, enquanto desestimulava a população a tomar o imunizante.

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga saiu em defesa de Bolsonaro, dizendo acreditar que o registro da vacinação poderia ter sido realizado por ação de um hacker. “O presidente Bolsonaro já afirmou que não tomou a vacina, o fez de forma reiterada”, disse.

Ofícios

Na última semana foi revelada uma troca de ofícios em que a CGU questiona o ministério da Saúde sobre o registro de que o presidente teria tomado uma dose do imunizante no dia 19 de julho de 2021 na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro do Perus, em São Paulo.

Conforme apuração, houve uma série de tentativas de invasão do sistema do Ministério da Saúde no final do ano passado. No dia 30 de dezembro, ainda sob o comando do governo Bolsonaro, a CGU instalou uma investigação para saber se houve fraude nos registros do ex-presidente.

Durante a entrevista, Carvalho lamentou que o ofício tivesse vazado, mas que não iria negar a existência do registro. Ele ressaltou ainda que não é possível saber, por enquanto, se Bolsonaro se vacinou ou não.

“Se há anotações no cartão de vacina dele [Bolsonaro], do DataSUS, de que ele se vacinou e se houver uma inserção indevida de anotações sobre a vacina dele, seja no sentido de colocar informações de que ele se vacinou ou de retirar informações relativas à sua vacinação, nossa expectativa é que, com a apuração, a gente descubra se isso aconteceu”, destacou.

Bolsonaro decretou sigilo ao próprio cartão de vacinação e qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele possa ter recebido. A justificativa é que se trata de informação privada do ex-presidente.

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