Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

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Bolsonaro diz que não pode garantir que não há corrupção em todo o governo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6)que não pode garantir que não há corrupção em seu governo, porque não pode “dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados”. Bolsonaro disse, contudo, que a grande maioria de servidores são honestos e que, se surgir “qualquer problema”, será investigado.

“Não vou dizer que meu governo não tem corrupção, porque a gente não sabe. Se tiver qualquer problema no meu governo, a gente vai investigar aí. Eu não posso dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados, ministérios com mais de 300 mil funcionários. A grande maioria são pessoas honestas”, disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de ter praticado prevaricação no caso da vacina Covaxin. O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor concursado Luís Ricardo Miranda, apresentaram ao presidente suspeitas de irregularidades na compra do imunizante.

De acordo com eles, Bolsonaro teria se comprometido a repassar as suspeitas para a Polícia Federal (PF), o que não ocorreu. No último dia 23 de novembro, a ministra Rosa Weber prorrogou as investigações, a pedido da PF, por mais 45 dias.

Moro rebate críticas

Dias após ser criticado por Bolsonaro, o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta segunda-feira sua atuação na Operação Lava-Jato. Na semana passada, o presidente citou mensagens trocadas entre Moro e os procuradores da Lava-Jato.

Nesta segunda, o ex-ministro disse que sua atuação foi “legal”:

“Tudo que eu fiz na Operação Lava-Jato foi legal. O que havia, sim, era um sistema muito forte de corrupção, que criou falsas narrativas, que tentou, e conseguiu em parte, impor alguns reveses à luta contra a Lava-Jato.”

Segundo Moro, as pessoas sabem “quem é quem nessa história”:

“Mas as pessoas sabem, as pessoas que viram a Lava-Jato quem é quem nessa história. Quem estava do lado da lei, quem estava combatendo a corrupção, e quem eram aqueles que se corromperam.”

Posto médico

Bolsonaro foi ao posto médico do Palácio do Planalto na manhã desta segunda. Ele ficou cerca de duas horas no local. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência não informou o motivo da ida do presidente.

Bolsonaro já esteve outras vezes no posto médico da Presidência, geralmente para fazer exames. Em julho, o presidente foi internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), e depois transferido para São Paulo, por obstrução intestinal.

Desde que levou a facada durante ato de campanha em 2018, Bolsonaro passou por seis cirurgias, embora nem todas relacionadas ao atentado.

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