Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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Bolsonaro diz que preço do gás de cozinha cairia pela metade se a venda direta fosse aprovada

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (29), caso fosse aprovada a venda direta de gás de cozinha e se os impostos fossem zerados, o preço poderia cair pela metade. Nos últimos meses, Bolsonaro transformou a questão do preço de combustíveis e do gás natural como um dos focos de seus discursos, culpando governadores pelo alto preço.

“O preço do gás onde é engarrafado está na casa dos R$ 50. Não justifica na ponta da linha estar custando R$ 130. Esse preço vai cair à metade, se Deus quiser, pode ter certeza”, afirmou Bolsonaro.

O presidente destacou que alguns governadores, como o de Roraima, onde fez seu discurso, já anunciaram a redução da alíquota do ICMS sobre o preço do gás de cozinha. Bolsonaro defendeu ainda um projeto que tramita na Câmara para que, ao invés de um percentual do valor cobrado nos postos, os estados definam um valor fixo para cobrar dos combustíveis.

Durante o discurso, Bolsonaro destacou que no início do ano zerou o PIS/Cofins que incidia sobre o preço dos combustíveis, mas negou que esteja querendo brigar com governadores.

“Zerando o imposto federal, que eu já zerei, zerando o estadual, esses dois estados, Roraima e Amazonas, poderão com trabalho nosso agora, com ajuda do Parlamento, buscar a compra direta do gás de cozinha. A exemplo de uma medida provisória que está na Câmara para a venda direta do etanol, o álcool, que vai baratear o preço do combustível na bomba”, afirmou Bolsonaro.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro defende a venda direta de gás de cozinha e afirma que isso poderia reduzir o preço do produto pela metade. Atualmente, o GLP que sai da Petrobras ou de importadores é comprado por distribuidoras, que repassam o produto aos revendedores ou fazem a venda direta às residências.

Em uma transmissão nas suas redes sociais em agosto, Bolsonaro sugeriu que o consumidor “pegue o caminhãozinho ” e compre gás na refinaria, a fim de diminuir o preço “na ponta da linha”. Hoje, isso não é possível, sendo necessário passar pela distribuidora.

A ideia é inspirada na autorização para a venda de etanol direto das usinas para os postos. Seria possível, por exemplo, vender da refinaria direto para o consumidor.

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