Sábado, 27 de novembro de 2021

Bolsonaro diz que Sérgio Moro concordou com trocas na PF, mas “após sua indicação à vaga no STF”

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem em depoimento prestado ao delegado Federal Leopoldo Soares Lacerda que nunca cogitou interferir na Polícia Federal, pois a instituição tem autonomia e independência, mas revelou que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro havia concordado com a nomeação do delegado Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal “desde que ocorresse após a indicação do ex-ministro à vaga no Supremo Tribunal Federal”.

Bolsonaro, no termo de declarações ao qual o colunista teve acesso, fez questão de prestar depoimento ao invés de encaminhar respostas por escrito, no âmbito do inédito inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para questionar a nomeação do diretor da Polícia Federal, prerrogativa constitucional do presidente da República.

O presidente justificou a indicação do diretor-geral da PF pelo fato do delegado federal Ramagem ter coordenado sua segurança pessoal na campanha eleitoral, “e porque não vi nenhum empenho do ex-ministro Sergio Moro e da Polícia Federal em solucionar o assunto (investigação mais célere do atentado que ele sofreu em Juiz de Fora). Para Bolsonaro, tanto Sergio Moro quanto o ex-diretor da Polícia Federal lhe sonegavam relatórios de inteligência que costumam ser rotina para amparar decisões do presidente.

Com Lula, imprensa e STF silenciaram

Conforme notícia publicada em 11 de setembro de 2007 no jornal Folha de São Paulo, o então presidente da República, o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva “realizou trocas nos comandos da PF e da Abin” para ter “mais informações sobre as grandes operações da Polícia Federal” e por avaliar que a Abin era ineficiente. Segundo a Folha de S. Paulo, em conversas reservadas Lula havia se queixado de saber sobre as ações da PF apenas por meio da imprensa. Nem a Folha, nem o STF, na ocasião, viram ali, alguma “interferência” na PF. Nenhum inquérito foi aberto na época pelo STF, contra o ex-presidiário Lula.

Procurador da Lava-Jato, Deltan abandonou o MP

O Procurador da República Deltan Dallagnol não resistiu a pressões politicas contra a Força-Tarefa da Lava-Jato, que levaram à paralisação das atividades de apuração do maior caso de corrupção da história do País. Dallagnol anunciou ontem que está deixando o Ministério Publico Federal, após 18 anos de atuação. Mas admitiu que buscará outra trincheira para atuar. Provavelmente será candidato ao Senado ou à Câmara dos Deputados em 2022.

Estados e municípios receberam 334 milhões de doses de vacinas

Sobre atenção do governo federal à saúde de estados e municípios, segundo o presidente Jair Bolsonaro:

“Fora os bilhões de reais enviados a governadores e prefeitos no combate ao covid, e já são mais de 334 milhões de doses de vacinas distribuídas a todos os estados e municípios do Brasil. Seguimos cumprindo o papel constitucional também na área de saúde.”

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