Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Bolsonaro diz que sofre ameaças e chantagem por indicações para tribunais superiores

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, durante os processos de escolha de ministros para tribunais superiores, tem sido chantageado e ameaçado. Ele deu como exemplo o caso do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para o qual indicou nesta semana os desembargadores Messod Azulay e Paulo Sérgio Domingues.

“Quantas vezes eu falo para vocês: “É muito mais fácil estar do outro lado”? Mas muito mais fácil. E não estar sendo ameaçado de cadeia quando deixar o governo. E qual é a acusação, e qual é o crime? O mesmo que foi acusado de cometer uma senhora de nome Jeanine Añez, ex-presidente da Bolívia. Está presa, condenada a dez anos. Qual é a acusação? Atos antidemocráticos. Alguém lembrou de algum inquérito no Brasil com esse nome?”, disse o presidente na quinta-feira (04), durante reunião com pastores em São Paulo.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que já foi chantageado em indicações para o STJ e para o STF (Supremo Tribunal Federal) – nesse último caso, ao escolher o nome de André Mendonça, aprovado no ano passado.

“Essas pessoas o tempo todo ficam falando: ‘Olha o seu futuro, você tem que fazer isso’, ‘eu não quero esse nome para o STJ, tem que ser aquele outro’. Para o Supremo, a pressão que eu sofri. [Disseram] ‘Eu não quero o André Mendonça’. Mas eu tenho um compromisso com evangélicos. ‘Mas eu não quero. Você, sua família, devem aqui’. Chantagem”, declarou o presidente.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

“Juntamos a fome com a vontade de comer”, diz Lula sobre apoio de André Janones à sua candidatura
Presa facção criminosa que controlava condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida no litoral gaúcho
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play