Segunda-feira, 04 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de maio de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em Brasília, após passar por uma cirurgia no ombro direito. De acordo com o boletim médico mais recente, ele tem uma “boa evolução clínica”.
Conforme o documento assinado pelos médicos, o controle da dor no ex-presidente é considerado “bom” e Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star para medidas de prevenção de trombose reabilitação.
“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro encontra-se internado após ser submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. Mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor. Segue internado em apartamento para analgesia, medidas de prevenção de trombose e para reabilitação motora e funcional”, diz o boletim.
Assinam o texto os médicos Alexandre Firmino Paniago (Ortopedista), Claudio Birolini (Cirurgião Geral), Leandro Echenique (Cardiologista), Brasil Caiado (Cardiologista) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral do hospital).
O manguito rotador é um grupo de quatro músculos e tendões que ajudam a estabilizar e a movimentar a articulação do ombro. Quando o tratamento com fisioterapia e medicamentos não é suficiente, a cirurgia de reparo torna-se o caminho para dar mais qualidade de vida ao paciente.
Segundo especialistas, a cirurgia no manguito rotador é realizada principalmente em três cenários:
* rupturas completas ou extensas: quando o tendão está totalmente desligado do osso;
* falha no tratamento conservador: no caso do paciente que não apresenta melhora da dor ou da função após meses de fisioterapia;
* lesões agudas por trauma: situações nas quais uma queda (ou um esforço súbito) causa a ruptura.
Na última sexta-feira (1º), o médico responsável pela cirurgia, Alexandre Firmino Paniago, afirmou que a previsão é que, com evolução satisfatória, Bolsonaro receba alta hospitalar nesta segunda (4).
A cirurgia no ombro do ex-presidente foi solicitada pelos médicos que acompanham Bolsonaro e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, o ex-presidente atualmente cumpre, temporariamente, a pena em regime domiciliar em razão da sua condição de saúde.
Esta foi a 14ª intervenção cirúrgica realizada por Bolsonaro desde 2018, quando sofreu um atentado durante a campanha eleitoral. A maioria dos procedimentos ao longo dos anos esteve relacionada a complicações decorrentes do ferimento abdominal e de cirurgias subsequentes. (Com informações do portal de notícias g1 e da revista Veja)