Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Bombas para escoar água começam a funcionar em pontos da região metropolitana de Porto Alegre

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instalou a primeira bomba flutuante na tarde deste domingo, 19. O equipamento foi emprestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

No total, serão nove equipamentos de alta capacidade instaladas na cidade. Eles têm capacidade para drenar cerca de 2 mil litros de água por segundo, ou seja, 7,2 milhões de litros por hora. Serão colocados na região do aeroporto, Sarandi e Humaitá.

“Esses equipamentos pesam em torno de 10 toneladas. A Sabesp disponibilizou 18 para o Estado e estão vindo para Canoas e Porto Alegre. As demais bombas devem chegar entre hoje e amanhã e serão instaladas ao longo da semana por técnicos da Sabesp e do Dmae”, explica o diretor-geral Mauricio Loss.

A instalação da bomba demanda uma megaoperação, desde a movimentação do flutuante com caminhões-munck, translado de geradores de grande amperagem, posicionamento nos locais de instalação e redimensionamento do cano de expurgo até os rios Gravataí e Guaíba.

Região metropolitana

Desde a sexta-feira, o município de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, conta com bombas anfíbias de captação de água para reduzir as áreas inundadas, devolvendo a água para o Rio dos Sinos. Os equipamentos têm capacidade de retirar 3,3 mil litros de líquido por segundo. De acordo com o Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), das quatro bombas da empresa leopoldense Higra, uma está em funcionamento no bairro Campina.

Em Canoas, na região metropolitana, duas bombas já entraram em operação. Cerca de 70 mil casas estão submersas na cidade. Na região do bairro Rio Branco, a correnteza rompeu 40 metros do dique que deveria conter a passagem d’água. O que sobrou da estrutura está represando a inundação. A força do rios Jacuí e Gravataí também afetou diretamente o funcionamento das casas de bombas.

Cada bomba tem capacidade de retirar mil litros d’água por segundo de um lugar para outro. No total, o município receberá oito motobombas para utilizar nos locais mais afetados pela inundação. A estimativa que é, com isso, dentro de 10 a 15 dias os moradores desabrigados possam retornar para as suas casas.

Em Eldorado do Sul, o rio Jacuí segue inundando 70% dos bairros. À medida que a água baixa, deixa à mostra dezenas de carros e caminhões destruídos pela enchente. Casas foram deslocadas para a rua, com a força da correnteza.

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