Sábado, 09 de maio de 2026

Brasil ampliará parcerias com os Estados Unidos sem abrir mão da sua soberania, diz Lula

Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado. No X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump. Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião.

“Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”, destacou Lula.

Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. “Eu saio muito satisfeito da reunião”, disse em coletiva na ocasião.

“Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar”.

Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. “Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido”, afirmou Lula.

Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus (AM) com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira.

“Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou na rede social.

Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.

“Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem”.

Na sexta-feira, durante um evento em Brasília de renovação de contratos de concessão de 14 distribuidoras de energia elétrica, Lula voltou a comentar a reunião com o presidente dos Estados Unidos.

O petista disse que defendeu, no encontro, a ideia de que o tarifaço imposto por Trump ao Brasil era um “equívoco”, uma vez que a balança comercial entre os dois países é superavitária para os EUA.

“Era preciso colocar a verdade na mesa. Eu disse ao presidente Trump: ‘Eu não quero guerra com você. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo, o melhor… Eu sei de tudo isso. É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos’”, disse Lula.

“Nós estamos trabalhando com os EUA muito seriamente, falta acertar a questão dos preços [tarifas] entre os nossos ministérios. Eu dei 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e deles resolvam a situação, porque cada um fica dizendo um número. E disse para o Trump que daqui 30 dias a gente volta a conversar, não precisa ir até lá, pode ser por telefone”, acrescentou.

Lula se referiu à criação de um grupo de trabalho, com integrantes dos dois países, que vai debater a questão das tarifas comerciais.

Ainda sobre a relação com os EUA, Lula disse que o Brasil está aberto a discutir quaisquer temas com os norte-americanos, como big techs, plataformas digitais, crime organizado.

“Eu ainda disse para o presidente Trump: ‘Nós somos dois homens de 80 anos de idade, e dois homens de 80 anos não brincam em serviço. A natureza é implacável, teoricamente, nós temos menos tempo pela frente, por isso que nós temos que saber o que nós queremos fazer’”, afirmou Lula.

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