Domingo, 19 de maio de 2024

Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após novo corte da taxa Selic; veja o ranking

O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após novo corte da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do País subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses.

O Banco Central (BC) decidiu nessa quarta-feira (20) reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.), para 10,75% ao ano. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram agora em 5,90%. O líder é o México, com taxa real de 7,46%.

Na última divulgação, em 31 de dezembro, o Brasil já ocupava a segunda colocação da lista. A combinação de inflação menor e cenário externo positivo ajudou no fechamento de uma taxa real de juros mais baixa, informou o MoneYou.

A Argentina ficou em último lugar no ranking. Apesar de ter as taxas nominais mais altas da lista, de 80% ao ano, o País também enfrenta um quadro de inflação altíssima, o que acaba derrubando as taxas reais.

Veja os principais resultados da lista de 40 países:

* México (7,46%)

* Brasil (5,9%)

* Rússia (5,87%)

* Colômbia (5,85%)

* Turquia (5,65%)

* Reino Unido (3,79%)

* África do Sul (3,17%)

* Hungria (3,04%)

* Estados Unidos (2,93%)

* Hong Kong (2,61%)

* Nova Zelândia (2,5%)

* Chile (2,02%)

* Portugal (1,96%)

* Filipinas (1,95%)

* Canadá (1,93%)

* Índia (1,46%)

* Israel (1,45%)

* França (1,45%)

* Grécia (1,35%)

* Dinamarca (1,28%)

* China (1,27%)

* Alemanha (1,25%)

* Indonésia (1,17%)

* Espanha (1,16%)

* Holanda (1,16%)

* Austrália (1,13%)

* República Tcheca (1,08%)

* Tailândia (0,87%)

* Itália (0,76%)

* Áustria (0,57%)

* Coreia do Sul (0,57%)

* Polônia (0,44%)

* Malásia (0,4%)

* Bélgica (0,27%)

* Suíça (0,15%)

* Singapura (0,01%)

* Taiwan (0%)

* Suécia (-0,06)

* Japão (-1,43)

* Argentina (-42,89%)

Sexto corte seguido 

Nessa quarta-feira, o Copom anunciou um novo corte da taxa básica de juros, de 0,50 p.p.. Com a redução, a Selic ficou em 10,75% ao ano.

Esse foi o sexto corte consecutivo da taxa básica por parte do colegiado, após a Selic ter se mantido em 13,75% ao ano por cerca de um ano.

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira caiu para a 6ª posição.

Veja:

* Argentina: 80%

* Turquia: 45%

* Rússia: 16%

* Colômbia: 12,75%

* México: 11,25%

* Brasil: 10,75%

* Hungria: 9%

* África do Sul: 8,25%

* Chile: 7,25%

* Filipinas: 6,50%

* Índia: 6,50%

* República Checa: 6,25%

* Indonésia: 6%

* Polônia: 5,75%

* Hong Kong: 5,75%

* Estados Unidos: 5,50%

* Nova Zelândia: 5,50%

* Reino Unido: 5,25%

* Canadá: 5%

* Israel: 4,50%

* Alemanha: 4,50%

* Áustria: 4,50%

* Espanha: 4,50%

* Grécia: 4,50%

* Holanda: 4,50%

* Portugal: 4,50%

* Bélgica: 4,50%

* França: 4,50%

* Itália: 4,50%

* Austrália: 4,35%

* Suécia: 4%

* Dinamarca: 3,60%

* Coreia do Sul: 3,50%

* Cingapura: 3,49%

* China: 3,45%

* Malásia: 3%

* Tailândia: 2,50%

* Taiwan: 1,88%

* Suíça: 1,75%

* Japão: 0,10%.

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