Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Caixa pagou obras em mansão de Pedro Guimarães, confirma advogado

A Caixa Econômica Federal custeou obras na casa onde mora o agora ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, em uma área nobre de Brasília (DF). Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a obra foi realizada em julho de 2020 por um grupo de funcionários da EMIBM Engenharia. Esta empresa tem contratos para execução de serviços de manutenção em seus prédios e agências.

De acordo com a reportagem, que conversou com funcionários da empresa, a obra custou cerca de R$ 50 mil.

O advogado de Guimarães, o criminalista José Luis de Oliveira Lima, confirmou que a Caixa pagou as melhorias. Ele nega que a existência de irregularidade, justificando que a medida foi adotada por segurança, após registro de ameaças a Guimarães e sua família e está prevista nas normas da Caixa.

“Não houve absolutamente nenhuma irregularidade no processo de reparos feitos na casa ocupada por Pedro Guimarães. A decisão de instalar postes de luz na área externa do imóvel foi tomada pelo setor de segurança da Caixa num período em que o executivo e sua família, incluindo seus filhos, estavam sofrendo ameaças”, diz o advogado, acrescentado: “O custeio dessa iniciativa seguiu todas as regras de governança previstas no estatuto da instituição”.

Segundo o advogado, a Caixa nunca pagou despesas de aluguel do ex-presidente em Brasília:

“Pedro Guimarães, frise-se, sempre pagou com recursos próprios todas as despesas de locação em Brasília, sem fazer uso de verbas da Caixa a título de auxílio moradia”.

A reportagem da “Folha” afirma que teve acesso a uma conversa por aplicativo de mensagens em que a então diretora executiva de Logística e Segurança da Caixa, Simone Benevides de Pinho Lima. Nela, a executiva autoriza o deslocamento dos funcionários da EMIBM para realizar o trabalho na casa de Guimarães.

Durante a realização das obras, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar um ataque hacker ao presidente após o banco fortalecer as medidas de segurança para evitar golpes no pagamento do auxílio emergencial. Uma pessoa chegou a ser presa, em setembro, nos desdobramentos da apuração.

A casa foi alugada por Guimarães depois de o executivo deixar um apartamento mantido pelo banco em um hotel de luxo em Brasília.

A “Folha” afirma que foram instalados 11 postes na reforma.

Em nota, a Caixa disse que disponibiliza “aparatos de segurança pessoal a empregados e dirigentes expostos a situação de risco”

“A Caixa disponibiliza aparatos de segurança pessoal a empregados e dirigentes expostos a situação de risco quanto à sua integridade física, em razão do exercício de suas atribuições, por meio de adequada avaliação do grau de criticidade envolvido e da compatibilidade do instrumental necessário à prevenção de incidentes em decorrência desse risco. Vale ressaltar que a medida é prevista nas normas internas, implantada como ação preventiva de proteção, e submetida às esteiras de governança do banco”, afirma o órgão.

Guimarães deixou o cargo após denúncias de assédio investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Ele foi substituído Daniella Marques, que prometeu contratar uma consultoria externa para apurar os casos de assédio.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Dólar sobe mais e fecha a R$ 5,38, maior valor desde janeiro
Suspeito planejou ataque do 4 de Julho por semanas e fugiu vestido de mulher, diz polícia dos Estados Unidos
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play