Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Dólar sobe mais e fecha a R$ 5,38, maior valor desde janeiro

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (5), com investidores do mundo inteiro fugindo para ativos seguros diante de temores generalizados de recessão.

A moeda norte-americana subiu 1,21%, vendida a R$ 5,3893. Na máxima da sessão, foi a R$ 5,4035. Com a alta desta terça, o dólar renovou o maior patamar desde 28 de janeiro deste ano (R$ 5,39)

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,08%, a R$ 5,3251. No acumulado do mês, já subiu 2,99%. No ano, ainda tem desvalorização de 3,33% frente ao real.

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, as atenções seguiram voltadas para a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. A divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, pode trazer mais pistas sobre o próximo passo da política monetária americana – uma alta de 0,50 ponto ou uma alta de 0,75 ponto.

Na sexta-feira, os dados de criação de empregos nos EUA também servirão como um termômetro importante do estágio atual do ciclo de crescimento da economia do país.

“Investidores (estão) voltando a se preocupar com a possibilidade de uma recessão na economia global, e, no mercado internacional de câmbio, o dólar assume o modo vencedor”, comentou Jefferson Rugik, presidente executivo da Correparti Corretora.

Na cena doméstica, o foco está na tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que libera R$ 41 bilhões em gastos a pouco mais de três meses das eleições. A PEC foi aprovada no Senado e agora depende do aval da Câmara dos Deputados. Se aprovada, seu impacto nos cofres públicos pode chegar a R$ 41,2 bilhões.

Apelidada de “PEC Kamikaze”, ela reacendeu temores fiscais e de uma pressão ainda maior nos juros e inflação. Analistas apontam também que a proposta é uma forma jurídica de tentar burlar a lei eleitoral.

O deputado Danilo Forte (União-CE), relator na Câmara da PEC, afirmou nesta terça-feira vai manter o texto aprovado no Senado para agilizar o pagamento dos auxílios previsto no texto.

A decisão favorece o presidente Jair Bolsonaro e atende o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A ideia é usar a matéria para alavancar a popularidade do presidente às vésperas da eleição. Uma mudança no texto obrigaria que a proposta voltasse ao Senado, atrasando o pagamento dos benefícios.

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