Sábado, 24 de fevereiro de 2024

Candidatura de Sérgio Moro ao Senado enfrenta resistência de ala do União Brasil

Embora tenha confirmado sua pré-candidatura ao Senado, o ex-juiz Sérgio Moro ainda enfrenta resistência no União Brasil para se viabilizar. A principal oposição vem do diretório Paulista, onde o vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (UB), tem grande influência. O partido, criado após a fusão entre o PSL e o DEM, lança nesta terça-feira (31) o presidente da legenda, Luciano Bivar, como candidato à Presidência da República.

Leite ensaiou uma candidatura à vaga do Senado, mas aliados dizem que não é para valer. Além dele, o ex-ministro Henrique Meirelles também é cotado para o Senado. A ala ligada a Leite do partido defende que o ex-juiz seja candidato à Câmara dos Deputados. O argumento é que Moro deve ter uma votação expressiva no Estado, com potencial para ajudar a eleger pelo menos outros cinco deputados. Até mesmo aliados de Moro como o vice-presidente do diretório do União Brasil em São Paulo, o deputado Junior Bozzella, concordam com essa estratégia.

Há também quem veja a candidatura ao Senado como uma estratégia arriscada, pois os senadores não estão sujeitos às mesmas regras de fidelidade partidária que os deputados, podendo trocar de partido a qualquer momento. Dirigentes e parlamentares lembram que o ex-juiz deixou o Podemos de forma repentina, sem avisar a aliados, como o senador Álvaro Dias, ou mesmo a presidente da legenda, Renata Abreu.

Pessoas próximas ao ex-ministro minimizam a resistência à pré-candidatura ao Senado e dizem que ela se restringe a um ou outro quadro do União Brasil. Também afirmam que a vaga está garantida pelo próprio presidente da legenda, Luciano Bivar.

Embora seja pré-candidato ao Senado, o ex-juiz não descarta a possibilidade de concorrer a outros cargos, inclusive o de governador em São Paulo, embora esse cenário seja visto com ceticismo por aliados.

Hoje, Bivar, que é pré-candidato à Presidência da República, negocia a construção de um palanque com o governador Rodrigo Garcia (PSDB), que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Aliados do presidente do União Brasil afirmam, porém, que caso o tucano opte por apoiar a pré-candidatura de Simone Tebet (MDB), nome avalizado pelos partidos da terceira via, Bivar deve construir uma candidatura própria no maior colégio eleitoral do país. Por enquanto, porém, há um acerto para a sigla apoiar Garcia. O entorno do governador também vê dificuldade para que Moro viabilize a sua candidatura ao Senado.

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