Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 20 de maio de 2026
Empresários de diferentes estados brasileiros participaram, nesta quarta-feira (20), de um encontro no Centro Cultural Rede Pampa, no Parque Harmonia, em Porto Alegre, durante a programação da Feira Brasileira do Varejo (FBV). A iniciativa reuniu a startup Produtores Gaúchos Unidos, o Parque Harmonia e a Rede Pampa de Comunicação para apresentar um modelo que integra varejo, gastronomia, turismo, produção regional e comunicação.
O evento ocorreu entre o fim da tarde e a noite e teve como foco mostrar experiências desenvolvidas dentro do Parque Harmonia, considerado um dos principais espaços turísticos e culturais da capital. Os convidados conheceram o funcionamento da plataforma dos Produtores Gaúchos Unidos, que conecta produtores de alimentos e bebidas do Rio Grande do Sul a bares, restaurantes, hotéis e estabelecimentos comerciais.

O presidente da Rede Pampa de Comunicação, Alexandre Gadret, destacou a relação do grupo com o Parque Harmonia e a valorização da cultura gaúcha durante o encontro. “O espaço que vocês estão sendo acolhidos é um espaço da Rede Pampa de Comunicação, um grupo 100% gaúcho, então nós temos um vínculo muito forte aqui com a nossa terra”, afirmou. Gadret também ressaltou a revitalização do Parque Harmonia por meio da gestão da Gam3 e destacou a parceria entre os envolvidos no evento. “A Rede Pampa se insere justamente nesse momento ocupando esses espaços, entrando como parceira dessa proposta de manter o parque vivo o ano todo. Em parceria com os Produtores Gaúchos Unidos, estamos fazendo esta confraternização em um ambiente confortável e agradável”, completou.
A CEO dos Produtores Gaúchos Unidos, Aline Barilli Alves, explicou que a iniciativa surgiu durante o período das enchentes no Estado e hoje reúne mais de 300 produtores cadastrados, conectando agroindústrias, bares, restaurantes e comércios. Segundo ela, o projeto busca valorizar os produtos regionais e criar uma integração entre os próprios produtores. “A gente trabalha tudo isso contando as histórias, valorizando os sabores e até fazendo uma integração entre alguns produtores. Temos, por exemplo, uma salsa de tasca que utiliza o azeite de outro produtor. Então, esse trabalho em conjunto gera negócio para todo mundo”, afirmou. Aline também destacou o processo de expansão da iniciativa. “Nosso objetivo é agregar valor e levar esses produtos para os mercados que forem possíveis, até fora do Brasil. Agora começamos em Santa Catarina e a ideia é expandir para todo o país”, completou.

Durante o encontro, produtores também apresentaram produtos desenvolvidos no Rio Grande do Sul. Menandro de Cintra, proprietário da Trutteria ao lado da esposa, Dalva de Cintra, falou sobre o trabalho realizado com peixes, temperos e frutos do mar defumados. “A gente desenvolve produtos exclusivos, prontos para consumo e busca trazer inovação para que o consumidor brasileiro conheça mais esse tipo de alimento”, afirmou. Segundo ele, os produtos da marca já chegaram a 12 países e também ganharam espaço em publicações internacionais de gastronomia.
Já Juliana Montagner apresentou a proposta dos chás produzidos a partir do broto da erva-mate. Fundadora da marca Monjolí, nome formado pelas iniciais de Montagner Juliana, a empresária de Ilópolis, no Vale do Taquari, explicou que o projeto surgiu com a proposta de levar os benefícios da erva-mate para outras regiões do Brasil e do mundo. “Nosso propósito é levar a erva-mate onde a cuia não chegou”, destacou.

Juliana contou que a ideia nasceu após experiências na Itália e na China, onde aprendeu técnicas de produção de chá utilizando apenas o broto da planta. Segundo ela, além de criar um produto inovador, o projeto também busca gerar renda e valorização para produtores gaúchos. “A gente conseguiu unir a cultura do chimarrão com um produto de alcance global”, afirmou. A empresária destacou ainda que os chás já possuem patente em 20 países e receberam dois prêmios em Paris em concursos internacionais de sommelier de chás.
Representando a gestão do Parque Harmonia, Cibele Peres ressaltou a importância das parcerias com empresas e produtores locais para o desenvolvimento do espaço. Segundo ela, o grupo de empresários do Paraná foi recebido no parque para conhecer o modelo de integração criado em Porto Alegre entre turismo, agroindústria, cultura e comunicação. “O Parque Harmonia é um case de concessão pública e está aberto para receber parcerias com produtores, comércios locais e empresas como a Rede Pampa, potencializando ainda mais a cultura gaúcha dentro do parque”, afirmou.
Cibele também destacou o processo de revitalização do espaço após a concessão. “Apresentamos como recebemos o parque, as obras que foram feitas e como ele foi reorganizado. Hoje, o nosso objetivo é que a comunidade e o comércio local abracem esse projeto e ocupem cada vez mais o parque”, completou.
Fundador da Nexoria Lab, João Ramos explicou que a missão empresarial trouxe empresários e lideranças do Paraná para conhecer o ecossistema de inovação de Porto Alegre durante a Feira Brasileira do Varejo. Segundo ele, a proposta é apresentar um novo modelo de varejo mais conectado à experiência e ao relacionamento. “Esse novo varejo sai de um modelo puramente transacional para uma lógica baseada mais em conversa, diálogo e criação de ecossistemas de valor”, afirmou.

João também destacou a integração entre inovação, comunicação e experiências desenvolvidas na capital gaúcha. “Estamos completando o primeiro dia dessa missão técnica e fechando com chave de ouro aqui na Casa da Pampa, junto aos Produtores Gaúchos Unidos”, disse. A programação dos empresários ainda inclui visitas à Tecnopuc, ao Cais Embarcadero e à própria FBV.
Já a Head de Projetos, Júlia Daudt, ressaltou que o encontro no Centro Cultural Rede Pampa permitiu que os visitantes tivessem contato direto com produtores locais e iniciativas ligadas à inovação e à economia circular. “Esse momento que a gente trouxe aqui na TV Pampa foi importante para que eles pudessem experimentar literalmente os produtores locais e a produção artesanal do nosso estado”, afirmou.
Segundo Júlia, a proposta da missão empresarial vai além do varejo tradicional e busca aproximar os participantes do cenário de inovação da capital gaúcha. “Trazer os produtores locais, startups e iniciativas privadas ajuda a construir essa jornada do varejo conversacional dentro do ecossistema de inovação de Porto Alegre”, completou.