Terça-feira, 21 de julho de 2026

China confirma que cota para a carne bovina brasileira atingiu 78,9%

A GACC (Administração Geral das Alfândegas da China) divulgou, nesta terça-feira (21) os dados de comércio referentes ao mês de junho, indicando que o País importou oficialmente 872.214 toneladas de carne bovina brasileira até o fim do mês. O volume representa 78,9% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pelas autoridades chinesas para 2026.

Os números da GACC refletem apenas a carne que já passou pelo processo de desembaraço aduaneiro na China. Como existe um intervalo entre o embarque da mercadoria no Brasil e sua liberação nos portos chineses, parte dos volumes exportados nos últimos meses ainda será incorporada às próximas atualizações oficiais.

Segundo a análise da Terra Agro, ao considerar os embarques brasileiros que ainda aguardam registro pela alfândega chinesa, o volume destinado à China já ultrapassa o limite previsto pela cota anual. Isso indica que o teto de importações deve ser alcançado nas próximas divulgações dos dados oficiais.

Em junho, o Brasil embarcou 158,3 mil toneladas de carne bovina para a China. Como grande parte desse volume ainda está em trânsito, sua entrada nos portos chineses deve ocorrer entre julho e agosto. Somados aos 154,8 mil toneladas embarcados em maio, os dois meses totalizam 313,1 toneladas.

De acordo com Geraldo Isoldi, da Terra Agro, quando esse volume for incorporado aos registros da GACC, o total importado pela China deverá atingir cerca de 1,19 milhão de toneladas, superando a cota anual de 1,106 milhão de toneladas, embora exista um intervalo natural entre o embarque no Brasil e o desembaraço aduaneiro na China.

Os dados da SECEX mostram que, até a primeira quinzena de julho, os embarques para a China continuavam em ritmo acelerado. Nos primeiros dias úteis do mês, foram exportadas 104,6 mil toneladas, com média diária de 13 mil toneladas, volume 8,7% superior ao registrado no mesmo período de julho do ano passado.

Entretanto, os números mais recentes indicam uma desaceleração. Na terceira semana de julho, os embarques somaram 35,7 mil toneladas, uma queda de 40% em relação às 59 mil toneladas da semana anterior. Com isso, a média diária recuou para 10,8 mil toneladas, ficando 10,3% abaixo da média observada em julho de 2025.

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