Domingo, 02 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de agosto de 2026
A chuva retornará ao Rio Grande do Sul até a metade da semana, afetando a maior parte do Estado mas com possibilidade menor de temporais que nos episódios mais recentes de instabilidade. Conforme a empresa Metsul Meteorologia, esta segunda-feira (3) terá abundante nebulosidade (ainda que com o sol em alguns pontos) e precipitações isoladas em áreas do Oeste, Centro, Sul e Campanha.
Informe publicado no portal metsul.com projeta que a instabilidade deve prosseguir na terça, com sol entre nuvens em diversas cidades, porém com períodos de maior nebulosidade. Enquanto isso, áreas de instabilidade ingressam continuamente pelo Oeste e se deslocam pelo Estado com chuva em diferentes pontos.
“Os dados indicam que o tempo continuará instável na quarta-feira, com muitas nuvens e chuva em grande número de municípios, ainda sob a influência do ar quente, úmido e instável”, ressalta o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall.
Ele acrescenta que os volumes de precipitação não devem ser excessivos no Rio Grande do Sul: “Esta é uma excelente notícia, com vários rios ainda elevados. Assim, não haverá novas enchentes em consequência da instabilidade prevista para este começo de semana”.
Os maiores acumulados devem ocorrer nas Metades Oeste e Sul, ainda que sem volumes significativos. A chuva deve ter concentração localizada, tanto nesta segunda quanto na terça, sem precipitação generalizada com distribuição irregular da chuva no território gaúcho.
Risco menor de temporais
Uma frente fria avançou ontem pelo mapa gaúcho, com ar mais frio na retaguarda e queda de temperatura após sol, vento Norte e calor de até 34ºC em alguns municípios. A incursão de ar frio apresenta fraca intensidade e rapidamente se afastará, permitindo o retorno do ar mais quente em altitude já neste começo de semana, assim como a volta da instabilidade.
A chuva deve vir acompanhada de raios e trovoadas em diferentes localidades, mas com risco bem menor de temporais que nos mais recentes episódios de instabilidade que atingiram o Rio Grande do Sul. Nachtigall acrescenta:
“Uma vez que a instabilidade estará quente em altitude, não se pode afastar que algum ponto ou outro possa ter temporais, mas de forma localizada. As chances são maiores de queda de granizo que de vendaval”.
Nível do Guaíba
O nível do Guaíba retomou a trajetória de baixa nesse domingo, após um breve repique registrado no final do sábado e nas primeiras horas do dia, mas que foi pequeno e muito temporário, conforme esperado pela MetSul. O pico de elevação foi registrado na sexta-feira (31), quando a marcação na régua do Cais Central chegou a superar a cota de alerta de 2,5 metros.
No final do sábado, o ingresso de vento Sul sem forte intensidade no setor Norte da Lagoa dos Patos devido à chegada de uma frente-fria contribuiu para a marca de 2,39 metros voltasse a subir, porém muito pouco e por breve período.
“Os picos de vazão dos rios Taquari e Caí já alcançaram o Guaíba e isso explica a baixa, que também foi extremamente favorecida pelo vento do quadrante Norte que acelerou o escoamento das águas para a Lagoa em grande parte do sábado antes da chegada da frente fria”, detalha o portal da empresa.
No meio da manhã desse domingo, o nível estava em 2,38 metros, abaixo do pico de 2,53 metros verificado na sexta e do repique da madrugada de domingo, de 2,43 metros. A cota de inundação é de 3 metros.
(Marcello Campos)