Sábado, 02 de março de 2024

Com as coligações definidas, veja o tempo de rádio e TV dos candidatos aos governos de Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio, Minas e Bahia

Na divisão do tempo de TV para os candidatos a governador, ter o controle da máquina pública nas mãos, liderar as pesquisas de intenção de voto, ou ter ambos, são fatores decisivos para conquistar mais espaço.

O cenário é visto em quatro dos cinco maiores colégios eleitorais do Brasil: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A exceção é Minas Gerais, segundo Estado com mais eleitores, onde o governador Romeu Zema (Novo), candidato à reeleição, lidera as projeções, mas tem 22 segundos a menos do que o seu principal adversário, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

O campeão da lista é o governador que conseguiu reunir mais siglas ao redor de sua candidatura: no Rio, Cláudio Castro (PL) concorre à reeleição com o apoio de 13 partidos, além do seu. E apesar de a conta feita pela Justiça Eleitoral considerar somente as seis maiores legendas, ele terá cerca de 4 minutos e 51 segundos na televisão.

A minutagem significa uma vantagem considerável em relação ao seu principal adversário no cenário colocado até o momento, Marcelo Freixo (PSB). Mesmo com sete partidos aliados ao seu, o pessebista terá em torno de 3 minutos e 4 segundos de tempo de TV, uma diferença de 1 minuto e 47 segundos.

A distância só não é maior que em São Paulo, onde o governador Rodrigo Garcia (PSDB), com oito siglas aliadas, terá 4 minutos e 13 segundos em cada dia em que estiver no ar. As inserções na TV para candidatos a governadores estão previstas para segundas, quartas e sextas-feiras.

O segundo nome com mais tempo é o ex-ministro Tarcísio Freitas (Republicanos), que tem pouco mais de 2 minutos, assim como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT). No estado, é o petista quem lidera as intenções de voto, embora os três nomes marquem dois dígitos em disputa ainda aberta, segundo pesquisas recentes.

Mesmo no Rio Grande do Sul, onde a minutagem é dividida entre um número maior de candidaturas — oito nomes têm ao menos 45 segundos à disposição —, a lógica segue a mesma.

O ex-governador Eduardo Leite (PSDB), que deixou o Palácio Piratini no início deste ano para tentar concorrer à Presidência, voltou à disputa pelo Executivo estadual ainda com a força da máquina, já que governou o estado desde 2018. Ele soma 3 minutos e 45 segundos, vantagem considerável em relação ao segundo da lista gaúcha, o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), que tem 1 minuto e 32 segundos.

O cenário mineiro, no entanto, é a exceção. Eleito com perfil antipolítica em 2018, Zema agora tenta se reconduzir ao Palácio Tiradentes com o apoio de outros nove partidos, além do seu. A lista inclui siglas como o MDB e o PP, que integram a base de seu governo no Estado e o ajudam a chegar ao total de 2 minutos e 55 segundos para compartilhar suas propostas em rede nacional. Ele só perde para Alexandre Kalil (PSD), que conseguiu aglutinar aliados importantes, como o PT e o PSB, e soma 3 minutos e 18 segundos.

Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) terá 4 minutos e 39 segundos contra os 3 minutos e 39 segundos de Jerônimo Rodrigues (PT). A inserção de João Roma (PL) será de 1 minuto e 14 segundos e Kleber Rosa (PSOL) terá 27 segundos.

O professor Sérgio Braga, que integra o programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPR, explica que o resultado do tempo de TV dos candidatos nos estados reflete seu nível de articulação política. Ele avalia que, neste ano, a minutagem será valiosa para quem conseguir aliar o ativo com as redes sociais.

“Neste ano, será mais difícil eleger um outsider. Todos aprenderam a usar a internet na campanha e, assim, será mais difícil quebrar as alianças tradicionais.”

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