Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Com projetos eólicos de R$ 6 bilhões, Epcor redireciona o foco para o mercado livre de energia

Não há como negar o crescimento exponencial do mercado livre de energia. Segundo o relatório divulgado em junho de 2022 pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia no Brasil (Abraceel), a modalidade já corresponde a 36% de toda a energia consumida no país. E, à medida que as comercializadoras vêm aumentando o seu ritmo de produção, começam a aparecer desafios na hora de gerenciar as operações.

A Epcor Energia, fundada em 1995 e pioneira no Rio Grande do Sul na área de desenvolvimento de projetos de energia elétrica, desenvolve, no momento, mais de 2,3 GW de projetos eólicos somente no RS e outros 1 GW na Bahia. No estado gaúcho, a empresa desenvolveu e estruturou dois parques eólicos: o Complexo Eólico Corredor do Senandes, com 180 MW, cuja primeira fase está operando comercialmente desde 2014, totalizando 40 aerogeradores de 2,7 MW, pertencente ao grupo NC, localizados ao sul da praia do Cassino, em Rio Grande. E o Complexo Eólico Povo Novo, com 52,5 MW, totalizando 25 aerogeradores de 2,1 MW, com obras em andamento, localizado no distrito do Povo Novo, também em Rio Grande, pertencente à CEEE-GT.

Um terceiro projeto desenvolvido e estruturado pela Epcor, o Complexo Eólico Dom Pedrito 220 MW, situado entre os municípios de Bagé e Dom Pedrito, foi adquirido por um fundo de investimento. A unidade se encontra com LI emitida e em negociação de comercialização de energia no mercado livre. A Epcor também está em processo de licenciamento ambiental na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam/RS) de dois Projetos Eólicos que totalizam 1,14 GW na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, nos municípios de Uruguaiana e Quaraí.

Com atuação tradicionalmente voltada para os leilões de energia, a Epcor passa por uma revisão em seu planejamento, devido ao interesse dos empreendedores dirigido ao mercado livre. “Neste ano de 2022, estamos direcionando nossos projetos eólicos para o mercado livre, em virtude do avanço de algumas negociações com players do setor. Acreditamos que os leilões sejam uma alternativa complementar”, conta o CEO da empresa, Nilo Quaresma Neto.

Aproximadamente 12,5 mil empresas da região Sul já poderiam migrar para o mercado livre de energia, segundo um estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os benefícios deste ambiente de contratação incluem potencial economia na tarifa e migração para energia renovável, além de maior controle e uso mais eficiente do recurso. Gráficas, faculdades, hospitais, clubes e pequenas indústrias são exemplos de setores para os quais a migração é bastante vantajosa.

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