Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de janeiro de 2026
A Fronteira-Noroeste gaúcha, que inclui municípios como Santa Rosa e Três de Maio, liderou o crescimento das vendas industriais do Rio Grande do Sul em 2025, com uma alta de 20% no volume financeiro. Os valores das transações do setor na região – que abriga mais de 9 mil estabelecimentos – saltaram de R$ 11,6 bilhões para mais de R$ 14 bilhões em relação ao ano anterior.
Também obteve destaque a região das Missões, com aumento de 12%, ao passo que as regiões Celeiro e Campos de Cima da Serra apresentaram elevação de 11% no indicador. Outras áreas do mapa gaúcho com forte base industrial, a exemplo do Norte e da Produção, também cresceram – cada qual com o mesmo desempenho positivo de 8%.
Já as maiores quedas foram amargadas pelo Vale do Jaguari, com retração de 14%, e Fronteira-Oeste, onde o desempenho negativo chegou a 13%. Retrações também ocorreram, ainda que com menor impacto, em regiões que concentram boa parte da produção industrial, como foram os casos da Serra Gaúcha e da Metropolitana Delta do Jacuí (que inclui Porto Alegre), respectivamente com índices de -3% e -4%.
Os dados foram levantados pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, com base nos documentos fiscais relativos ao recolhimento de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Parte dos indicadores integra o chamado “Boletim Econômico-Tributário”, publicado recentemente.
Crescimento setorial
Impulsionada pela forte cadeia do agronegócio no Estado, a indústria de insumos agropecuários liderou a alta de vendas em 2025 no Rio Grande do Sul. O segmento registrou avanço de 11% na comparação com 2024, com o volume de transações passando de R$ 25,8 bilhões para R$ 28,8 bilhões. Na sequência, o setor de alimentos teve avanço de 8%, com as vendas saltando de R$ 18,1 bilhões para R$ 19,5 bilhões no período.
Outros segmentos que registraram aumento, mesmo em um cenário de queda de 1% nas vendas totais da indústria em comparação com 2024, foram eletroeletrônicos (4%), plástico (+3%), têxteis e vestuário (+3%), químico (+2%) e tabacos (+1%).
Na outra ponta, as maiores quedas foram registradas no setor de papel, que recuou 8%, e coureiro-calçadista, com retração de 7%. Também tiveram desempenho negativo móveis (-6%), e pneumáticos e borracha (-4%). Setores de grande peso nas vendas da indústria, como metalomecânico e combustíveis, tiveram leve queda de 1%. Mais informações podem ser conferidas no site fazenda.rs.gov.br.
(Marcello Campos)