Domingo, 05 de julho de 2026

Conheça o brasileiro que assumirá a nova divisão de IA da Microsoft

A nova unidade da Microsoft para ajudar empresas no trabalho técnico e estratégico envolvido na implementação da inteligência artificial, a Microsoft Frontier Company, será comandada por um brasileiro.

Em comunicado no blog da empresa, o CEO de Negócios Comerciais da Microsoft, Judson Althoff, informou que o escolhido para liderar a nova divisão foi Rodrigo Kede Lima, executivo com 30 anos de experiência no setor e atuando nos últimos seis anos na Microsoft, onde liderou transformações em escala empresarial como líder de vendas nas Américas e na Ásia.

O executivo terá a missão de liderar os esforços da Microsoft para integrar engenharia de IA aplicada, consultoria para empresas, capacidades de transformação, conhecimento especializado da indústria e frameworks de modernização operacional, visando ajudar as organizações a extrair mais valor de seus dados e de sua propriedade intelectual de negócios.

“Ele esteve na linha de frente ajudando clientes e parceiros a traduzir mudanças tecnológicas em resultados de negócios e a compreender como inovação de plataforma, engenharia e colaboração com o ecossistema de parceiros se unem para impulsionar o crescimento”, disse a empresa.

Desde que ingressou na Microsoft, em 2020, Rodrigo ocupou diversas posições de liderança, incluindo a de presidente de Enterprise para as Américas, onde foi responsável por todas as contas corporativas no Canadá, na América Latina e em três Unidades Geográficas Operacionais dos Estados Unidos.

Antes de ingressar na Microsoft, Rodrigo desempenhou diversas funções nacionais e internacionais na IBM, incluindo os cargos de presidente da IBM Brasil e presidente da IBM para a América Latina. Possui sólida experiência em finanças corporativas e liderou importantes iniciativas no setor de tecnologia.

Rodrigo é formado em Engenharia Mecânica e de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), possui MBA em Finanças/Mercado de Capitais pelo INSPER, em São Paulo, e também concluiu o Advanced Management Program (AMP), turma 192, da Harvard Business School.

Rodrigo já viveu e trabalhou nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa. É casado, pai de dois filhos e, nas horas vagas, gosta de surfar, andar de bicicleta, ler e viajar com a família.

Foco em IA

A Microsoft pretende investir na nova unidade operacional, a Microsoft Frontier Company (MFC), US$ 2,5 bilhões e alocar 6 mil especialistas em indústria e engenharia, que trabalharão junto aos clientes para cocriar, inovar em conjunto, implementar e melhorar continuamente sistemas de IA em escala com base em resultados de negócios mensuráveis.

Apesar da intenção de aprofundar a relação com seus clientes, a Microsoft disse que sua abordagem levará em conta um princípio inegociável em que os dados, a propriedade intelectual e a vantagem competitiva do cliente não serão usados para treinar modelos de forma que aquilo que os diferencia em seu setor se torne uma commodity.

“As habilidades necessárias para fazer isso são bastante específicas. Temos pessoas que trabalharam por 20 anos nos setores bancário, de varejo, energia e ciências da vida”, afirmou Judson Althoff em entrevista à Bloomberg TV.

Segundo Althoff, trabalhar mais de perto com os clientes permitirá ajudá-los a implementar a IA de forma mais eficiente e, ao mesmo tempo, fornecerá informações que orientarão as decisões da Microsoft sobre o desenvolvimento de novos produtos.

Tradicionalmente, os fornecedores de software deixavam esse tipo de trabalho de implementação, que possui margens de lucro menores, a cargo de empresas de consultoria. No entanto, na era da IA, muitas companhias perceberam que as empresas precisam de um apoio maior para implantar ferramentas de ponta.

A ideia de criar essa nova organização surgiu, em parte, devido à preocupação dos clientes com o aumento dos custos da inteligência artificial, disse Althoff.

Segundo ele, a Microsoft pode ajudar essas empresas a otimizar o uso da IA, por exemplo, substituindo modelos mais caros por alternativas de menor custo quando isso fizer sentido. (Com informações do jornal O Globo)

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