Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Conta de luz dos brasileiros seguirá mais cara em junho, diz a Agência Nacional de Energia Elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com a decisão, os consumidores continuarão pagando cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.

Segundo a agência, a manutenção da bandeira ocorre por causa do período seco no país, que reduz a geração de energia hidrelétrica e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.

De janeiro a abril de 2026, a bandeira tarifária permaneceu verde, em função de condições mais favoráveis de geração. Em março, o volume de chuvas foi considerado satisfatório, após elevação registrada em fevereiro, o que contribuiu para a melhora dos reservatórios das hidrelétricas. Ainda assim, o quadro mudou nas semanas seguintes.

Outro fator acompanhado pelo setor é a possibilidade de El Niño no segundo semestre, com potencial de elevar temperaturas e reduzir chuvas no Norte e no Nordeste. A Aneel também citou o risco hidrológico e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) entre os elementos que influenciam o custo da energia.

A ANEEL também orientou a população a adotar medidas de economia de energia para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

Impacto

Para o setor agropecuário, a tarifa de energia tem efeito sobre atividades com uso intensivo de eletricidade, como irrigação, armazenagem refrigerada, ordenha, avicultura, suinocultura e processamento agroindustrial. O impacto final depende do perfil de consumo de cada operação e das condições climáticas dos próximos meses.

O comportamento das chuvas e dos reservatórios seguirá no centro do monitoramento do setor elétrico. Sem novos dados oficiais sobre os próximos ciclos de bandeiras, a tendência para o segundo semestre dependerá da evolução das condições hidrológicas e do custo de geração no país.

Conta bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

• Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
• Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
• Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
• Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido. (Com informações da Folha de S. Paulo, CBN e O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Rombo das estatais federais soma quase R$ 6 bilhões em quatro meses
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play