Terça-feira, 21 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de julho de 2026
O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (21) em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,0731, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou praticamente estável, com leve alta de 0,04%, aos 173.440 pontos.
Com o resultado, a moeda norte-americana ampliou as perdas no período. Na semana, o dólar acumula queda de 0,75%; no mês, recuo de 1,74%; e, no ano, desvalorização de 7,57% frente ao real. O Ibovespa, por sua vez, registra baixa de 0,20% na semana, enquanto acumula alta de 0,78% em junho e avanço de 7,60% em 2026.
Os mercados permaneceram atentos aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que voltou a ganhar intensidade após uma nova ofensiva militar norte-americana. Apesar dos apelos de mediadores internacionais por um cessar-fogo para permitir a retomada das negociações diplomáticas, os confrontos continuam, alimentando a preocupação dos investidores.
Na segunda-feira, explosões foram registradas na cidade iraniana de Bandar Abbas, localizada nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a operação teve como objetivo “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”.
A nova escalada ocorre após ataques iranianos que resultaram na morte de pelo menos quatro militares norte-americanos durante o fim de semana. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a prometer retaliações, aumentando a preocupação com uma possível ampliação do conflito na região.
O cenário geopolítico voltou a pressionar os preços internacionais do petróleo. O barril do Brent, referência global, fechou em alta de 2,58%, cotado a US$ 91,52. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 2,02%, encerrando o dia a US$ 84,91 por barril.
O risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz segue no radar do mercado. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa pela região, tornando qualquer ameaça à navegação um fator de impacto para os preços da commodity, para a inflação global e para os mercados financeiros. Diante desse cenário, investidores continuam monitorando tanto os desdobramentos militares quanto eventuais iniciativas diplomáticas que possam reduzir as tensões no Oriente Médio.