Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Copa do Mundo terá arbitragem feminina pela primeira vez na história; brasileira será auxiliar

A partida entre Costa Rica e Alemanha terá arbitragem feminina pela primeira vez na história da Copa do Mundo. Ao lado da mexicana Karen Diaz Medina, a brasileira Neuza Back será auxiliar da francesa Stéphanie Frappart, que será a árbitra principal do jogo.

Frappart já havia atuado como quarta árbitra na partida de Portugal e Gana na Copa do Catar, e até tirou foto com o craque Cristiano Ronaldo, mas é a primeira vez que o trio de arbitragem do torneio é integrado por mulheres.

No total, três árbitras e três assistentes (bandeirinhas) foram selecionadas pela Fifa para a Copa do Mundo 2022. Mas, até agora, todas as partidas tinham sido apitadas por homens.

O Mundial deste ano é marcado por protestos em favor da diversidade, especialmente, do movimento LGBT+. Mas a Copa também teve a primeira mulher, Renata Silveira, como narradora na TV Globo.

O confronto entre Costa Rica e Alemanha acontece às 16h da próxima quinta-feira, dia 1 de dezembro.

Tutela

Em um país onde 85% da população é composta por trabalhadores imigrantes, apenas um quarto da população do Catar pertencente ao sexo feminino – e as circunstâncias em que essas mulheres vivem preocupam quem olha de fora. Entre os motivos destes anseios estão, por exemplo, o regime de tutela masculina, a violência doméstica e os feminicídios no emirado.

“Imagine um lugar em que você não pode nem ter organizações que defendam os direitos das mulheres”, afirma Maria Laura Canineu, diretora do escritório brasileiro da ONG Human Rights Watch (HRW).

Um relatório da organização publicado em fevereiro de 2021 revelou que a falta de uma lei que proteja as mulheres contra a violência doméstica permite que abusos físicos e psicológicos sejam conduzidos sem consequências.

Para a catariana Zarqa Parvez, que é professora na Universidade Georgetown e estuda a relação entre a relação das mulheres com a formação da identidade nacional do Catar, os feminicídios são o maior problema enfrentado pela população feminina do país. No entanto, ela não acredita que a criação de uma lei para a proteção feminina será o suficiente.

De acordo com ela, é necessário mudar a forma com que as pessoas enxergam a violência doméstica no emirado, pois muitas vezes os abusos são naturalizados.

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