Quarta-feira, 18 de maio de 2022

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Corrida contra o tempo: prazos do Tribunal Superior Eleitoral e impasses nos partidos ameaçam formação de federações

Diante de impasses políticos entre as legendas e de resistências na Justiça Eleitoral em ampliar o prazo para sua formalização, cresce a possibilidade de que nenhuma federação partidária saia do papel para as eleições deste ano. A dificuldade para conciliar interesses locais e nacionais alcança todas as negociações em curso atualmente. Estão empacadas as conversas de PT e PSB, a mais avançada delas; entre PSDB e Cidadania; assim como os diálogos de PDT, Avante e Rede; e PCdoB, PV, PSOL.

Nesse tipo de aliança, os partidos precisam permanecer unidos e agir como um só por pelo menos quatro anos. A união vale para a atuação nos Legislativos e nas campanhas eleitorais em todo o país.

“Com toda sinceridade, acho a federação uma complexidade muito difícil de se concretizar. São 27 unidades da federação. E é muito difícil conciliar. Neste momento, está todo mundo conversando com todo mundo. Já falei com Cidadania, Rede, Avante, mas cada estado é uma fotografia”, resume o presidente do PDT, Carlos Lupi.

No caso dos pedetistas, há problemas na composição com a Rede. Dirigentes da legenda, as ex-senadoras Heloísa Helena e Marina Silva defendem o apoio a Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial. Elas enfrentam a resistência do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), favorável à candidatura do ex-presidente Lula (PT).

Divergências semelhantes se repetem nas mesas de negociações em que estão as demais siglas. O plano A de seus dirigentes é pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estenda o prazo para oficialização das federações, previsto para abril. Parte deles, como os caciques de PT e PSB, defendem a dilação para junho. Argumentam que, embora o limite seja abril, as siglas precisam apresentar os processos junto à Corte até março, de modo que haja tempo suficiente para que eventuais pendências burocráticas, como falta de documentos, por exemplo, sejam sanadas.

A negociação mais robusta, entre PT e PSB, encontra dificuldade para costurar um acordo em São Paulo, onde o PT pretende lançar Fernando Haddad para o governo, mas o PSB não abre mão da pré-candidatura de Márcio França. A indefinição repercute diretamente no Congresso. Na bancada do PSB na Câmara, 22 deputados estão elaborando um documento a favor da federação com o PT para entregar ao presidente do partido, Carlos Siqueira. Ele voltou a questionar o argumento defendido pelos petistas de que as pesquisas eleitorais devem nortear a escolha dos candidatos nos estados — Haddad aparece à frente de França no estado.

Os socialistas dizem que já declararam apoio a petistas na Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe que, segundo Siqueira, não lideram os levantamentos de intenção de voto.

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