Sábado, 27 de novembro de 2021

Da equipe original de Paulo Guedes no Ministério da Economia, só resta Carlos da Costa

Após nova debandada no Ministério da Economia, sobrou apenas um secretário da equipe original montada por Paulo Guedes: é Carlos da Costa, que ocupa a função de secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade.

A formação da equipe de Guedes foi celebrada pelo mercado, que considerava um “dream team” liberal. Mas várias baixas foram ocorrendo ao longo da gestão Bolsonaro e agora só restou Costa da Equipe original. Ele mesmo é alvo de frituras e já esteve ameaçado no cargo.

Guedes e Costa tiveram alguns desentendimentos recentes. O ministro também promoveu mudanças na estrutrua da secretaria, como a promoção de Jorge Lima para a função de assessor especial, o que foi visto como um esvaziamento da estrutura comandada por Costa.

Com o clima azedo, a avaliação de muitos interlocutores do ministro é de que Costa está na corda-bamba. Apesar disso, ele costuma ser enfático ao dizer que isso não passa de boato e que não deve deixar o posto.

Dream team desmantelado

Ao assumir a função de ministro, Guedes reuniu as pastas da Fazenda, Planejamento, Trabalho, Indústria e Comércio Exterior sob o guarda-chuva do então novo Ministério da Economia. Para acompanhá-lo na guinada liberal, montou um “time dos sonhos”, que acabou não durando muito.

A primeira baixa foi Marcos Cintra, que era o secretário da Receita Federal e acabou demitido após acumular desgastes com a ala política do governo quando se tratava de reforma tributária. Um dos principais pontos de conflito era a recriação da CPMF.

Deixaram o governo por insatisfação com o andamento de projetos os secretários Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital).

O primeiro dizia que o ritmo das privatizações era muito lento. Já o segundo estava descontente com o engavetamento da reforma administrativa.

Em abril deste ano, o então secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, deixou a função após a crise causada pela sanção do Orçamento. Bruno Funchal, que pediu demissão nesta quinta, havia sido designado para o seu lugar.

Outras baixas na equipe foram motivadas por “promoções”. Marcos Troyjo, que era secretário de Comércio Exterior, assumiu a presidência do NDB, o banco dos Brics. Rogério Marinho, que foi secretário de Previdência e Trabalho, virou ministro de Desenvolvimento Regional.

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