Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de julho de 2026

O painel Tá na Mesa Eleições, promovido pela Federasul em Porto Alegre, reuniu oito pré-candidatos ao Senado em cinco blocos de discussão. O encontro abordou temas como segurança pública, reforma tributária, dívida gaúcha, jornada de trabalho, infraestrutura e o papel do Supremo Tribunal Federal.
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destacou “o alto nível do debate e a importância de discutir os caminhos do Brasil e do Rio Grande do Sul em um momento de grandes desafios”.
Ubiratan Sanderson (PL) foi enfático: “O Brasil vai acabar se os atuais ocupantes do Palácio do Planalto e do Supremo não forem responsabilizados”. Ele prometeu protocolar pedido de impeachment de ministros do STF e reforçou o combate ao crime organizado.
Germano Rigotto (MDB), ao retornar à cena política, disse que “o RS perdeu espaço no Congresso e no Judiciário” e defendeu o Fundo Constitucional para o Sul, além da renegociação da dívida estadual. “As facções substituem o papel do Estado, precisamos integração entre órgãos de segurança e investimentos em equipamentos”.
Marcel Van Hattem (Novo) criticou a redução da jornada de trabalho: “Vai aumentar a informalidade. Precisamos de flexibilidade entre trabalhadores e empresários”. Também defendeu infraestrutura: “Precisamos fazer andar todos os modais, em especial ferrovias e hidrovias”.
Renato Jaguarão (Cidadania) apoiou o Fundo Constitucional e a revisão do pacto federativo: “O Senado vive de costas para os municípios. Quero ser a voz dos gaúchos em Brasília”. Defendeu ainda a criação da Zona Franca do Pampa e uma ampla reforma administrativa.
Manuela d’Ávila (PSOL) defendeu diálogo e reindustrialização: “O RS pode voltar a ser protagonista. Precisamos reduzir juros e enfrentar a dependência de telas, que já é uma questão de saúde social”. Ela também destacou a necessidade de combater golpes digitais e o ódio nas redes.
Paulo Pimenta (PT) afirmou que “para ser senador é preciso conhecer o RS e Brasília”. Defendeu avanços da reforma tributária e investimentos em infraestrutura, com prioridade para ferrovias. “A união em torno de projetos de interesse do RS é fundamental”.
Frederico Antunes (PSD) disse que “o RS vive tamanha insegurança jurídica que pode afastar conquistas”. Prometeu lutar por equilíbrio fiscal e fortalecimento do empreendedorismo. “Precisamos acabar com privilégios e proteger a capacidade de produção do estado”.
Milton Cardoso (PSDB) foi direto: “Precisamos tirar a esquerda do poder. O Senado está acovardado e deve resgatar seu papel”. Disse que lutará para responsabilizar ministros do STF e criticou duramente o governo federal: “O brasileiro perdeu a dignidade”.
O debate também trouxe temas como bets, inadimplência das famílias, transição energética e BR-290. A Federasul convidou os candidatos para audiência pública sobre a nova concessão ferroviária, alertando para projeções de transporte inferiores às de anos anteriores.
Com discursos que variaram entre propostas pragmáticas e ataques incisivos, o encontro mostrou que a disputa pelas duas vagas ao Senado será marcada por embates sobre economia, segurança e o papel das instituições.
Impacto do debate: